sábado, 30 de novembro de 2019

Malassezia: como eu trato

As leveduras do gênero malassezia são consideradas como parte integrante habitual da microbiota da pele, dos ouvidos e das mucosas de cães sãos. O quadro clínico da malasseziose tegumentar desencadeado pela excessiva multiplicação da levedura Malassezia pachydermatis sobre a epiderme canina, somente se evidencia quando um conjunto de fatores predisponentes, endógenos ou exógenos estão presentes. Dentre os fatores predisponentes, alterações nos mecanismos de defesa do hospedeiro e na microbiota da superfície da sua pele, sugerem o status oportunista da malassezia. Seu papel na perpetuação e no agravamento das dermatites mais diversas vem sendo pesquisado há anos, por diversos grandes nomes da dermatologia veterinária mundial, na busca do entendimento de sua etiopatogenia, predisposições,incidência, evolução e respostas as diversas terapêuticas. Muitas espécies animais, inclusive o homem, tem em sua microbiota natural a malassezia.

            Malassezia pachydermatis : tingida de cor escura

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

ATOPIA CANINA: Abordagem Holística


A dermatite atópica (DA), também chamada de atopia, é uma enfermidade de pele muito comum nos dias de hoje e que se apresenta cada vez mais freqüente no dia a dia das clínicas veterinárias que atendem pequenos animais.
A queixa principal é sempre o PRURIDO e consequentemente surgem as lesões de pele resultantes do auto traumatismo e infecções secundárias por bactérias e fungos. Estas lesões secundárias podem apresentar-se sob a forma de crostas, alopecia (ausência ou rarefação de pelos), lignificação (pele rachada e aparentemente espessada, sem pelos) e hiperpigmentação (pele escura, preta mesmo). As áreas mais afetadas são a face, principalmente ao redor dos olhos e boca, as patas ( principalmente nas extremidades e entre os dedos), região abdominal ventral, inguinal, axilar, face flexora da articulação do tarso e face extensora da articulação do carpo, pina (extremidade das orelhas), canal auricular externo(ouvido), genitália feminina e ânus.
Quando a pina (ponta da orelha) e o canal externo do conduto auditivo encontram-se afetados, a otite externa surge normalmente como sua complicação. Há relatos de que mais de 80% dos animais com DA apresentam otites. Infecções secundárias com leveduras e bactérias são freqüentemente encontradas nestas otites.

Diagnóstico

A suspeita se baseia na localização das lesões e pela exclusão das demais dermatopatias alérgicas, parasitárias, hormonais e nutricionais. Não há exames laboratoriais que confirmem o diagnóstico de atopia.
Algumas raças apresentam predisposição genética para apresentar a DA, como goldens, labradores, pastores alemães, weast highland terriers, e as pequenas raças como shitzu, maltês, lhasas e poodles, sendo estas últimas quatro as que mais atendo no meu consultório com quadros de atopia, mas qualquer raça pode ser afetada, inclusive os sem raça definida. Fêmeas parecem ser mais afetadas que machos (60 e 40% respectivamente). A faixa etária mais afetada está entre 1 e 3 anos (mais de 60% dos casos), seguida por geriátricos (acima de 7 anos) e pediátricos (até nove meses de vida).

O diagnóstico da dermatite atópica esta relacionado aos antecedentes do paciente (dermatites e otites recidivantes que respondem a terapia com corticóides); sinais clínicos como prurido e vermelhidão da pele, afetando os ouvidos, o focinho, os olhos, as superfícies flexoras, as patas e a parte ventral do organismo animal; diagnóstico diferencial com outras patologias de pele como sarna sarcóptica, sarna demodécica, malaceziose disseminada e outras; falta de resposta a dietas de eliminação hipoalergênicas de duração mínima de 6 semanas, que utilizam uma proteína nova na alimentação. Não costumo indicar provas de alergia para estabelecer um diagnóstico, já que de 10 a 20% dos cães clinicamente atópicos apresentarão provas sorológicas e intradérmicas negativas, além do que o teste de sensibilidade tem um custo altíssimo para a maioria dos cuidadores.
Atopia Canina


A dermatite atópica é uma enfermidade multifatorial da qual fazem parte tanto componentes alérgicos, como defeitos na barreira cutânea, infecções microbianas e outros fatores exacerbantes (agravantes).

Vejamos alguns dos possíveis fatores exacerbantes:

Ectoparasitas – As pulgas e os carrapatos podem ser uma complicação nos casos de DA, assim como a sarna sarcóptica, e a sarna demodécica, estando esta última associada a imunosupressão. Formas naturais de controle de ectoparasitas são as mais indicadas em animais atópicos 

Infecções bacterianas e por leveduras – são freqüentemente responsabilizadas pelos quadros de dermatites. Trabalhos científicos recentes sugerem que o comprometimento da função da barreira epidérmica pode estar diretamente ligado a um desequilíbrio entre cepas de Staphylococcus comensais (habitantes naturais da pele do cão), sobrepondo-se as superpopulações de Staphylococcus pseudointermedius , sugerindo que a diminuição da diversidade bacteriana está associada à gravidade das lesões locais.
A imunosupressão ( ou baixa da imunidade) pode favorecer o surgimento de infecções por malassezia e stafilococos, dentre outros, concomitantes ao quadro de DA, mas ainda não se determinaram se o desequilibrio da microbiota da pele do paciente atópico seria causa ou consequência da doença,. O supercrescimento bacteriano (especialmente Staphylococcus pseudointermedius) além de caracterizar uma disbiose na epiderme (desequilibrio da microbiota local) também acentua sinais clínicos através de sensibilidade não só a  grande quantidade de bactérias dessa cepa, como suas toxinas e os produtos do seu metabolismo. O própolis e o óleo essencial de melaleuca são aliados importantes no controle o abrandamento dessas infecções a medida que agem tanto sobre algumas bactérias quanto leveduras e podem ser utilizados topicamente, associados a shampoos, cremes, sabonetes e géis. O uso interno do própolis  por via oral (de 1 a 3 gotas para cada 3 kg de peso) sendo um modulador da imunidade, também auxilia no reequilíbrio do paciente atópico.

Estresse – é uma sobrecarga sobre os sistemas de controle e adaptação do indivíduo e que podem precipitar ou exacerbar sinais clínicos dermatológicos.
Alguns exemplos de estresse ambiental e social: estimulação mental inadequada, exercícios inadequados (menos atividade física do que o necessário), interação inadequada com a família e outros animais, acesso limitado a fontes essenciais (comida, água, abrigo), isolamento social, conflitos de status, conflitos relacionados a território, adição ou perda de membros da família, alteração de saúde de um ou mais membros da família, alteração da rotina diária, casa ou ambiente novo, alteração do ambiente físico, viagem, hospitalização, doenças crônicas diversas, etc. Produtos homeopáticos específicos para o quadro de estresse, como o Fator Estresse Pet  ou o Rescue Night podem ajudar na adequação do estado mental do paciente!

“O ESTRESSE PSICOLÓGICO É MAIS EFICAZ QUE O FÍSICO PARA BAIXAR AS DEFESAS IMUNOLÓGICAS CUTÂNEAS.”

Efeitos ambientais – extremos de temperatura e humidade, superfícies irritantes ou abrasivas, produtos químicos no ambiente, ácaros, etc.


No esquema acima: barreira epidérmica desestruturada à esquerda e íntegra à direita.


Revitalizando a barreira cutânea

Cães atópicos apresentam defeitos na barreira cutânea, especialmente no cemento celular (espécie de "cimento" que une uma célula a outra) , que é formado por lipídeos (gorduras), principalmente por ceramidas. As células e os espaços lipídicos intercelulares são os componentes principais desta barreira e quando há uma desestruturação desta barreira o resultado é a perda de água, uma maior penetração de antígenos e produtos químicos, e um aumento da aderência de estafilococus à superfície dos corneócitos (células superficiais da pele).

Nutrição e Nutracêutica


A nutrição contribui para melhorar a produção de ceramidas e, desta forma, fortalecer a função da barreira da pele. Mediante o uso de nutrientes adequados, que atuam sobre a resposta inflamatória, como ácidos graxos poliinsaturados Omega 3 e os que atuam sobre a resposta imunitária, como os probióticos, verifica-se a melhora estrutural da barreira cutânea e uma diminuição e até o controle dos sinais clínicos da atopia, como escamação, prurido e inflamação da pele. A prevenção e o controle das hipersensibilidades alimentares, com a utilização de dietas caseiras hipoalergênicas e alimentos de alta digestibilidade, também apresentam grande valor no tratamento e prevenção da atopia.
Os nutrientes que se consideram importantes para a melhoria da função da barreira cutânea são:
- Zinco: como redutor da inflamação (ex. argila verde)
- Ômega 3 : redução da inflamação
- Algumas vitaminas do complexo B(Inositol, colina, pantotenato, nicotinamida )  e o aminoácido histidina: atuam sobre a síntese da barreira lipídica epidérmica.
- Aloe Vera e curcumina – promovem o aumento dos fibroblastos (uma das células constituintes do tecido conjuntivo entre as células); a síntese de proteoglicanos ( que atraem água pra os tecidos); da produção de TGF (proteína que controla a proliferação celular); e redução da inflamação.

E a alimentação?


Outro importante passo no tratamento da atopia é, ao meu ver, a alteração alimentar para dieta caseira balanceada, que faz parte do meu protocolo de tratamento em várias patologias. A não utilização de aditivos alimentares como conservantes, corantes, aromatizantes, e outras dezenas de "antes" acrescidos aos alimentos industrializados, glútem e lácteos, por si só já ameniza os sintomas de prurido e vermelhidão na pele, observados na minha prática clínica. Cada indivíduo deve ter o seu cardápio adaptado as necessidades individuais, baseados em atividade, condição corpórea, patologias que cursam concomitantes, rotina do proprietário, etc.

Tratamento Tópico
A terapia tópica (local), deve visar efeitos hidratantes ( que conduzem água para a pele), emolientes (que retêm a água na pele), umectantes (que atraem água para a pele) e reparadores. Como exemplo nessas modalidades, temos o óleo de girassol com todas essas características desejadas.
O óleo de girassol ozonizado ainda apresenta ação bactericida e fungicida para controle dos microorganismos em excesso na pele (disbiose de pele)

O uso de  Shampoos, cremes, loções, balms ou géis para tratar e revitalizar a pele são imprescindíveis no auxílio a recuperação da pele afetada.

Cuidadores de animais atópicos devem sempre testar produtos de uso local na pele de seus bichos antes de usar: passe uma gota do produto na região interna da virilha onde eles tem menos pelos e esfregue. Deixe agir por 30  minutos. Se o local da aplicação ficar vermelho, quente ou formar um inchaço qualquer, provavelmente o bicho é alérgico e deve-se evitar o uso de tal produto. Caso nenhum desses sinais apareçam, pode ser usado com tranquilidade.


                                                                                                                                                                                                                                                                                                               
Os cuidadores e tutores  de animais atópicos devem estar cientes de que, provavelmente, terão que controlar a atopia de seus animais por toda a vida deles e que haverá períodos piores e melhores no decorrer de suas vidas. Portanto, optar por terapêuticas com o mínimo de efeitos colaterais e que visem o controle dos fatores ambientais e psicobiológicos, seria o caminho para melhorar a qualidade de vida dos nossos pets. Dentro da proposta integralista em saúde, devemos valorizar a educação do cuidador no controle de alérgenos de ácaros, de aero-alérgenos e trofo-alérgenos (presentes em alimentos), no controle de doenças psicogênicas e psicossomáticas, no controle alimentar e nas suplementações com nutracêuticos adequados, que são alimentos ou parte deles que tem a capacidade de proporcionar benefícios a saúde.

Com relação ao tratamento homeopático, como vivo insistindo em todas as minhas postagens, deve-se ter em mente que não existem fórmulas mágicas que servem para todos os animais com a doença. A abordagem individual deve ser o foco do homeopata para que o indivíduo se estabilize e para que possamos controlar os episódios que surgirão com maior ou menor intensidade, na dependência de fatores desencadeantes e exacerbantes, intrínsecos e extrínsecos ao indivíduo, mas que só a ele pertencem. Tratamos doentes e não doenças. Quando recebemos, em nossos consultórios homeopáticos, animais que já vem sendo medicados por muito tempo com terapias do tipo supressoras, como corticoides, anti-histamínicos, quimioterápicos, imunossupressores, etc., devemos orientá-los no sentido de que poderão ocorrer agravações no início da terapia homeopática e de que o tempo que necessitamos para estabilizar o animal é maior quão maior foi o tempo em que se utilizaram tais medicações. Não é um tratamento simples e em muitos casos bastante demorado. Necessita da cumplicidade e confiança do proprietários, que deve ser muito observador e colaborativo, não faltar aos retornos para avaliação e medicar adequadamente.

Neste texto não abordei os tratamentos convencionais alopáticos por haver extensa bibliografia sobre o assunto em diversos sites da internet e também, porque não acredito nessas terapêuticas que na minha prática clínica alopática, por 18 anos, simplesmente não vi resultados que valessem a pena, em troca de tantos efeitos colaterais decorrentes delas, exceto em casos extremos, onde tentativas de solucionar o quadro de prurido, desconforto e infecções com produtos naturais não tenham surtido efeito, ou como coadjuvantes no tratamento para diminuir populações excessivas de bactérias e leveduras na pele, mas sempre associados a ferramentas naturais. Se pudermos iniciar o tratamento natural e não agressivo nos primeiros sinais de manifestação do quadro atópico, deixando os alopáticos para quando forem realmente necessários, certamente teremos resultados muito mais positivos para a saúde geral dos nossos peludos.

Referências Bibliográficas:

Muller, R.S. Diagnosis and treatment of canine atopic dermatitis
Ralf S. Mueller DipACVD, DipECVD, FACVSc
Proceedings of the 33rd World Small Animal Veterinary Congress 2008 - Dublin, Ireland. Disponível em: http://www.ivis.org

Nuttall,T. Tratamiento de la dermatitis atópica
Veterinary Focus / / Vol 18 No 1 / / 2008
Disponível em: http://www.ivis.org

Prelaud, P., Harvey, R. Dermatología canina y nutrición clínica
Enciclopedia de la nutrición clínica canina – Royal Canin
Disponível em: http://www.ivis.org

Farias, M.R. Síndrome Dermatite Atópica Canina: consenso.
Disponível em :
http://www.sovergs.com.br/palestras/Dr_Marconi_de_Farias_Sindrome_Dermatite_Atopica_Canina_consenso.pdf

Charles W. Bradley et All  Microbiome and Association with Microenvironment and Treatment in Canine Atopic Dermatites et All 

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Como fazer a socialização de filhotes



Sabe aquele famoso ditado: “é melhor prevenir, do que remediar”? Ele vale e muito quando o assunto é comportamento canino, principalmente tratando-se de socialização de filhotes, a oportunidade mais importante para prevenção de problemas comportamentais que temos. Nesse texto, irei explicar como e por que isso acontece. 

Socializar um filhote é promover experiências positivas diversificadas, para que ele acostume com situações que serão comuns no seu dia-a-dia no futuro. 

Vamos citar o exemplo de uma criança, comparando à socialização dos cães. Imaginem que uma criança tenha vivido isolada dentro de casa, não fez amigos, não conheceu novos lugares, não teve experiências de vida, tendo contato somente com os pais. Com certeza, até a fase adulta ela desenvolverá sérios problemas emocionais e sociais. 

Para os nossos cães, não seria diferente. Cães que não foram socializados quando filhotes, são ansiosos, têm medo de determinadas coisas e situações novas, têm medo de pessoas desconhecidas e muitas vezes desenvolvem fobias. A falha na socialização explica a maioria dos problemas comportamentais que vemos por aí. 

Existe um período apropriado para propor essas experiências, chamado de período crítico, ou janela de socialização, que acontece das 3 semanas aos 3 meses, podendo se estender até os 4 meses de idade. Nessa fase o cérebro do filhote está neurologicamente mais apto ao aprendizado de novas experiências, por isso o filhote não sente tanto medo do desconhecido. 

O que dificulta esse processo, é que os períodos de socialização e vacinação coincidem, fazendo com que a grande maioria dos Médicos Veterinários proíbam qualquer tipo de interação com o filhote fora de casa. Porém, ao instituir um protocolo de vacinação adequado e individualizado para cada cãozinho, é possível criar situações seguras para socializá-lo dentro e fora de casa.


O seu protocolo de socialização deve incluir ruídos, carros, motos, skate, patins, eletrodomésticos, pessoas, cães, outros animais, ambientes diferentes, entre outros. Aqui vão alguns exemplos práticos e seguros para você socializar o seu filhote:

1) Leve seu cão à casa de amigos e familiares;
2) Convide amigos e vizinhos para conhecer o seu novo filhote;
3)Saia com o filhote no colo, em ambientes com bastante fluxo de pessoas e estímulos sonoros;


4)Visite cães sociáveis, saudáveis e vacinados, e convide-os para irem à sua casa;
5)Acostume-o com os aparelhos domésticos: secador, liquidificador, aspirador, lavadora;
6)Sons de chuvas e trovões;
7)Barulhos altos e estridentes;
8)Visite o consultório veterinário fora dos dias de vacinação.

Situações não seguras para socialização de filhotes:

1) Levar à parques para cães, praias, pet shop e hospitais veterinários;

2) Colocá-lo no chão da rua;

3) Ter contato com cães de histórico desconhecido, reativos, doentes e não vacinados.

É importante lembrar que todas essas experiências devem ser positivas e interrompidas ou fracionadas, caso ele demonstre sinais de desconforto. Quanto mais você o expuser a uma variedade de pessoas, animais, estímulos auditivos, olfativos e visuais, mais bem socializado ele será, e com isso mais seguro, calmo e confiante quando adulto.



Para saber mais sobre socialização e educação positiva de filhotes, sigam o perfil @caognitivo no Instagram.

Carolina Beselga é Médica Veterinária Comportamentalista, realizando atendimentos comportamentais em domicílio e clínicas veterinárias, e fundadora da empresa de Educação Canina-Cãognitivo.


quarta-feira, 31 de julho de 2019

Ozonioterapia em animais

Hoje eu vim falar com vocês sobre a “molécula da Vida”, o oxigênio, e como uma super-versão dela gerou efeitos terapêuticos tão incríveis.

A molécula de oxigênio e composta de 2 atomos de oxigênio, numa união estável. Igual ao casamento : “Até que a morte nos separe”.

Quando colocamos uma descarga elétrica em um ambiente cheio de O2, a molecula de oxigênio se separa e alguns átomos se reorganizam em O3.

É um casal de três, moderno, muito instável e com vida curta.
Os efeitos terapêuticos desse novo trio são diversos:




E por causa de todos esses efeitos benéficos, a ozonioterapia, passou a ser mais uma das alternativas de tratamento para os nossos peludos, sendo indicada em casos de :

  • Infecções bacterianas,
  • Problemas de pele,
  • Feridas grandes e contaminadas,
  • Problemas ósseos,
  • Doenças inflamatórias crônicas,
  • Neoplasias,
  • E muitos outros casos...

Sua aplicação pode ser feita por diferentes vias especificas, de acordo com a indicação e condições do paciente.

1 - Soro ozonizado subcutâneo em paciente insuficiente renal crônico.

Maisha, Yorkshire, 10 anos




2 - Hemoterapia em paciente com problema de pele.

Sparrow, SRD, 3 anos.


















3 - Bagging e cupping em paciente com atopia e otite.

Lully, Shitzu, 5 anos.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                




















4- Insuflação retal em paciente com cervicalgia e insuficiente renal
Bruce, chihuahua, 13 anos

























Alguns casos clínicos:

1 - Ferida
Tratamento sistêmico e tópico
Duração de 6 semanas















2 - Dermatite
Tratamento sistêmico e tópico
Evolução em 1 semana

























Quer aumentar a qualidade de vida dos seus peludos? A ozonioterapia é mais uma alternativa na medicina integrativa. 


Texto escrito por Giordana Barone - (011) 99794-8082 - giorysis@yahoo.com.br
Médica veterinária formada pela UNESP de Araçatuba em 2004, especialização em Medicina Tradicional Chinesa pela UNESP de Botucatu em 2006, especialização em Fitoterapia Chinesa pela Cefimed em SP em 2009, especialização em Dietoterapia Chinesa pelo Instituto Equilibrium em SP em 2017, curso de aprimoramento e extensão em Beijing – China em 2010, curso de ozonioterapia em SP em 2017.

sábado, 11 de maio de 2019

O que é Enriquecimento Ambiental?


Uma técnica criada na década de 1920 com o objetivo de proporcionar mais qualidade de vida para animais mantidos em cativeiros (zoológicos, fazendas e laboratórios) e que ultimamente tem sido utilizada também para animais de companhia.

O Enriquecimento Ambiental (EA) entra em cena quando tornamos o local e a rotina do cão mais enriquecidos de estímulos físicos, mentais, sensoriais, alimentares e sociais, com o objetivo de estimular comportamentos típicos da espécie como caçar, farejar, forragear (buscar alimento), roer, cavar, se entocar, brincar e etc. Comportamentos esses que, quando expressos pelos animais liberam substâncias responsáveis pela sensação de felicidade, reduzindo o estresse, e promovendo um maior nível de bem-estar físico, mental e emocional. 

Podemos considerar que nossos cães também vivem numa espécie de cativeiro, pois passam suas vidas confinadas dentro das nossas casas, sendo controlados quase que inteiramente por nós. Sem falar da rotina de trabalho cada vez mais agitada dos centros urbanos, em que as pessoas chegam cada vez mais tarde em casa e os cães, por sua vez, têm passado cada vez mais tempo sozinhos. Este estilo de vida vem gerando cães frustrados, entediados e com o bem-estar comprometido. Desta forma, tanto os animais de zoológico quanto os animais de companhia que vivem em um ambiente restrito e pobre em estímulos, podem sofrer uma série de problemas de comportamento. 

Por exemplo, um cão que fica o dia inteiro dentro de um apartamento esperando o dono chegar, tende
a ficar entediado e frustrado, redirecionando toda sua energia para destruição de objetos, latidos em excesso, automutilação, dentre outros distúrbios de comportamento. No entanto se este cão tem uma rotina enriquecida e oportunidades para expressar comportamentos naturais tende a ficar mais calmo e equilibrado, e com o bem estar elevado. 

Para que o Enriquecimento Ambiental seja efetivo precisamos nos atentar para alguns critérios chave: 

1) Novidade: o ambiente precisa ser dinâmico, complexo e imprevisível, isto é, precisa ter estímulos novos continuamente. Exceto cães medrosos e inseguros, que é preferível um ambiente mais previsível e estável. 

2) Rotatividade: a fim de tornar as atividades viáveis a médio/longo prazo os estímulos/atividades devem passar por um revezamento, podendo assim, serem repetidos com um determinado intervalo mínimo de tempo; 

3) Rotina diária: as atividades devem ser inseridas na rotina do cão e do dono, isto é, devem ser
realizadas continuamente e a quantidade/intensidade deve estar diretamente relacionada às necessidades individuais de cada cão; 

4) Desafio: deve se aumentar gradualmente a dificuldade das atividades conforme a resposta individual de cada cão; 

5) Criatividade: a fim de cumprir com o critério da novidade e do desafio, a criação de novas ideias é imprescindível; 

6) Opções de escolha: é muito importante oferecer oportunidades de escolha para que o cão tenha mais controle sobre o próprio ambiente. 

E, para concluir, não poderia deixar de enfatizar a importância de supervisionar o cão durante as atividades de Enriquecimento Ambiental. Seja utilizando brinquedos comerciais ou feitos em casa com materiais recicláveis, é fundamental a supervisão para evitar qualquer tipo de acidente como por exemplo, a ingestão de objetos, ferimentos e brigas entre dois ou mais cães. 

Se vc gostou deste assunto, e quer saber como fazer tudo isto na prática, acompanhe o perfil @lorisdog no Instagram que tem várias ideias fáceis, baratas e práticas para você implementar com o seu cão! 

Vivian Lucy Katherina Krause é formada em Medicina Veterinária e criadora do perfil @Lorisdog no Instagram e do canal “Brinquedo Bom Pra Cachorro” no YouTube. 

domingo, 31 de março de 2019

Seu cachorro sabe dormir sozinho?


Durante férias, feriados e festas de final de ano muitas pessoas viajam e deixam seus pets em hospedagens. Será que elas sabem como seus cães se comportam dormindo fora de casa em um local estranho? 
Neste texto vamos falar um pouco sobre como preparar o cão para a estadia em um local estranho e como evitar que ele sofra dormindo sozinho. 
Cada vez mais os cães são considerados filhos e membros da família, estreitando os laços e estando cada vez mais junto dos tutores em todos os momentos do seu dia. 
Sem pensar nas consequências desse hipervinculo com o cão, os tutores são responsáveis por tornar esse cãozinho totalmente dependente da presença humana, e quando precisam se ausentar de casa ou deixá-lo em alguma hospedagem o cão apresenta dificuldade para dormir sozinho. 
“Entende-se por síndrome de ansiedade por separação (SAS) o conjunto de respostas fisiológicas e comportamentais, exibidas isoladamente ou em associação, por um dado animal quando na ausência de uma figura de apego. A SAS tornou-se um problema comportamental comumente reportado nos animais de companhia, sendo descritos sérios impactos sobre a qualidade da interação humano-animal e o bem-estar animal, em especial, dos cães.” Revista Brasileira de Zoociências 18(3): 159-186. 2017 -Machado & Sant’Anna


Como saber se meu cãozinho tem ansiedade por separação? 
  • O cão segue o tutor pela casa;
  • Vocalização exagerada (latidos, uivos e choro); 
  • Não consegue dormir na própria cama, dorme sempre com o tutor; 
  • Faz as necessidades em local errado quando deixado só;
  • Não se alimenta sozinho;
  • Pode se tornar destrutivo; 
  • Se mutila e arranha portas; 
  • Autolimpeza excessiva e automutilação; 
  • Intensa agitação e movimentação logo após saída tutor. 

Para evitar que seu cão desenvolva ansiedade por separação, você deve educá-lo para ser independente, ele precisa ter o canto dele na casa, com as coisas e brinquedos dele. Mesmo com você em casa, ele precisa conseguir ficar em outro cômodo sem apresentar angústia por isso, como nós precisamos de um tempo só, os cães também. 


Bom, você precisa viajar e agora que leu este texto sabe que provavelmente seu cãozinho sofre de ansiedade por separação, como ajudar ele a lidar com isso antes de mandá-lo para a hospedagem? 

• Comece tirando ele da sua cama, deixe a caminha dele ao lado da sua e coloque ele lá sempre que subir de volta, associe a cama dele com algo gostoso para roer, as primeiras noites serão as mais difíceis, mas você precisa ser firme, é para o bem dele. 
• Passaram alguns dias e ele está dormindo muito bem na cama dele ao lado da sua, vá distanciando a caminha dele da sua em direção a saída do quarto, até o dia em que conseguir deixa-lo dormindo em outro cômodo, só avance as etapas se ele estiver lidando bem. 
• Não faça festas quando você chegar em casa e nem se despeça dele, deixe coisas legais para ele fazer na sua ausência, um KONG recheado e ossos recreativos são ótimas opções. 
• Quando você estiver em casa, não permita que ele te siga por todos os lados, feche a porta dos cômodos e deixe ele com as coisinhas dele, sempre associe sua saída do ambiente com algo muito melhor. 
• Simule saídas rápidas, deixe algo gostoso e quando voltar, retire. 

Se o cãozinho sofre de ansiedade por separação o ideal é que ele visite o local onde ficará hospedado algumas vezes até o dia em que ficará lá, se o local oferecer creche leve ele para ficar algumas horas e se habituar com o lugar.

Autora: Stefanie Davi, educadora canina, Instagram @petassistancefloripa

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quarta-feira, 20 de março de 2019

Caldo de Ossos para cães e gatos


Nas culturas ancestrais toda a presa caçada ou criada para consumo humano era aproveitada, do nariz ao rabo: o sangue, a pele, tendões e cartilagens, vísceras, glândulas e claro, a carne! Com a ingesta de tantos tecidos de composições diferentes determinou-se um equilibrado aporte nutricional com toda a gama de aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas e outros nutrientes dispersos nessa variedade de tecidos. O caldo de ossos desde sempre foi utilizado nas mais diversas culturas para aproveitar a extração da medula dos ossos longos.
Além dos abundantes minerais, encontramos 17 aminoácidos diferentes que dissolvem-se no caldo na forma de proteínas, colágeno e gelatina.



E afinal, que nutrientes podemos tirar do caldo de ossos e para que servem?
Colágeno é o principal componente de tecidos conjuntivos como pele, ossos, tendões, cartilagens e ligamentos e sua principal ação é dar sustentação à estrutura corpórea, além de propiciar a regulação e o desenvolvimento tecidual
A Gelatina se forma com o cozimento desses tecidos dando consistência gelatinosa ao caldo depois de frio. A presença de gelatina no intestino também atrai fluido para o intestino, fortalecendo a camada de muco, melhorando a motilidade intestinal e apoiando os movimentos intestinais saudáveis. Também auxilia na redução da inflamação e na melhoria da composição da microbiota intestinal.
Os Glicosaminoglicanos são as matérias primas para a formação da pele, ossos e cartilagens e portanto, se esses componentes estiverem ligados aos ossos no momento da confecção do caldo fornecerão a ele sulfatos de queratina, condroitina e ácido hialurônico  para a formação de uma estrutura corpórea estruturada.
A Glicina é um aminoácido que constitui mais de um terço do colágeno. Também atua como um neurotransmissor, ligando-se aos receptores de glicina presentes em todo o sistema nervoso e nos tecidos periféricos tornando-se extremamente importante na mediação das transmissões nervosas.
A prolina é um aminoácido que constitui cerca de 17% do colágeno e parece ter grande importância no metabolismo muscular
A Glutamina é o aminoácido mais abundante no sangue. É um dos poucos aminoácidos que pode atravessar diretamente a barreira hemato-encefálica . As células do epitélio intestinal e as células imunes ativadas consomem glutamina como parte da energia celular. Também ajuda a manter a integridade da mucosa intestinal e da barreira intestinal.
Medula óssea divide-se na vermelha onde são fabricadas as hemácias e células imunes (defesa orgânica)
Minerais advindos do tecido ósseo usado no caldo, como cálcio, cobre, ferro, magnésio, manganês, fósforo, potássio , sódio e zinco serão abundantes no caldo se pudermos adicionar acidez ao meio para facilitar a extração desses, por isso devemos adicionar um pouco de vinagre ao caldo durante o cozimento.
A Pele é importante na composição do caldo de ossos pois apresenta em sua composição colágenos queratina e GAGs (glicosaminoglicanos como condroitina e ácido hialuronico)
As altas concentrações de colágeno no caldo de ossos podem melhorar significativamente a elasticidade da pele e o seu teor de umidade , além de promover a regeneração de tecidos e facilitar a cura de feridas.
Glicina é importante na regulação do açúcar no sangue controlando a gliconeogênese, a produção de glicose no fígado, e tem sido sugerida para neutralizar alguns dos efeitos negativos do consumo dietético de frutose. Alta ingestão de proteína animal necessita de maior aporte de glicina para equilibrar a metionina da carne. A glicina também é importante para a síntese de hemoglobina e mioglobina, que transportam oxigênio por todo o sangue e tecido muscular, respectivamente . Também é um componente importante do ácido biliar, que é liberado para ajudar na digestão de gorduras no intestino delgado além de estimular a produção de ácido gástrico, essencial para a boa digestão dos alimentos.
Tanto o fósforo quanto o magnésio estão presentes no caldo ósseo mesmo que em quantidades modestas.
O caldo de osso é um alimento básico para a cura intestinal. A gelatina absorve água e fortalece a camada de muco, além de reduzir a inflamação, assim como a glicina,que também tem ação protetora da mucosa contra úlceras gástricas.

 RECEITA BÁSICA:
Ingredientes:
- 1 frango inteiro (ossos e carnes, sem vísceras) caipira ou orgânico (preferencialmente) e com metade da pele total ou sem pele
- 3-5 litros de agua
- 1 colher das de sopa de vinagre de maçã
  • Variações: peças inteiras de rã, coelho, codorna; ossos longos com carne de qualquer espécie animal
  • Em caso de sensibilidades alimentares, alergias e restrições no cardápio utilizar apenas a carne e ossos das proteínas sabidamente seguras


Modo de fazer:
Coloque todos os ingredientes em uma panela grande e leve ao fogo. Quando
levantar fervura abaixe o fogo no mínimo, mantenha a panela semi destampada por
12 - 24 horas em cozimento lento. Se no processo de fervura houver produção de
espuma, retire com espátula e despreze. Quando a carne desprender dos ossos
retire-a, mantendo apenas os ossos em cozimento.
Ao finalizar o cozimento coe o caldo e despreze os ossos. Espere esfriar e envase em
porções de 100 ml preferencialmente em frascos de vidro com tampa ou em forminhas
de gelo.
Tempo máximo de congelamento de 3 meses

Quantidades à oferecer:
• 50ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte miniatura e gatos
• 100ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte pequeno e gatos
• 150ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte médio
• 250ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte grande
• 300ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte gigante
fonte: www.cachorroverde.com.br


O caldo pode ser oferecido :
  • ·        em regime de exclusividade por até 3 dias em casos de necessidade de jejum, dieta baixo resíduo, recuperação de procedimentos cirúrgicos com envolvimento digestivo, pacientes com dificuldades em alimentar-se, convalescentes, pacientes terminais
  • ·         Intercalado entre as refeições como petisco, complemento nutricional ou como refeição adicional no caso de evitarmos vômitos biliosos matutinos por jejum prolongado
  • ·         com as refeições com intuito de aumentar a ingesta líquida, como auxiliar na digestão e como palatabilizante da dieta
  • ·         como petisco em dietas para perda de peso, baixo resíduo ou dietas restritivas


sábado, 24 de novembro de 2018

Agora que você já tem o seu cachorro


No texto anterior falamos sobre a procura e a seleção de um cachorro adequado, a fase crucial de socialização, educação canina e o ensino das regras domésticas desde o momento em que ele chega na residência. 

Agora que você já tem o seu cachorro, comece a colocar a mão na massa e ensina-lo as regras e regulamentos de uma vida doméstica, a fase crítica é agora – a infância do cachorro. 

As próximas semanas serão muito importantes para o desenvolvimento dele, a boa comunicação de tutor e cão fará a relação enriquecedora e isso refletirá nos próximos anos de vida juntos. 

Sendo um cão filhote que chegou agora em casa, de imediato você precisa começar a socialização e habituação aos estímulos, a fase crucial de socialização é até a 12° semana. 



Essa fase é tão importante quanto a fase de vacinação, período que a recomendação dos veterinários é que o cão não saia de casa, mesmo com restrição o trabalho de socialização inicia dentro de casa, apresentando os estímulos de forma positiva e gradual, veja alguns deles: 

  • Receber visitas de crianças, homens e mulheres. 
  • Apresentar barulho de secador, liquidificador, som alto, aspirador de pó etc. 
  • Associar o som de fogos de artificio ou trovão com algo positivo fará o cão crescer sabendo lidar normalmente com essas situações. 

Além destas situações cotidianas, você pode sair com o cãozinho no colo para ele ir se habituando com o movimento dos carros, ônibus, bicicletas, pessoas e cães, ou usar uma bolsa de transporte. 

Um cão bem socializado tem menos chances de se tornar medroso, de ser um cão agressivo e inseguro, a dedicação inicial fará toda a diferença no futuro. 

Outro fator muito importante com a chegada do cão, é ensinar claramente as regras e regulamento da casa, onde fazer as necessidades, o que pode roer e como se entreter na sua ausência. 

O cão saber ficar sozinho em casa é muito importante para a saúde mental dele, cães que tem independência conseguem brincar sozinhos e também dormir e relaxar, sem qualquer angústia ou ansiedade por estarem sozinhos em casa. 

No caso de cães filhotes, quando você estiver ausente, ele não poderá ficar com todo o espaço da casa liberado, pois ainda estão em fase de educação sanitária e tendo a casa liberada todo e qualquer local poderá servir como banheiro, confundindo o cão. 



O lugar reservado para ele ficar na sua ausência deve ser como uma suíte, tem que ter banheiro, local para dormir, entretenimento, brinquedo de roer, comida e água. 

Nos próximos textos falaremos sobre outros pontos importantes para o desenvolvimento saudável do cão, tais como: 

  • Inibição de mordida 
  • Ansiedade por separação, hipervínculos 
  • Rotina saudável 
  • Enriquecimento ambiental e socialização

Autora: Stefanie Davi, educadora canina, Instagram @petassistancefloripa

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Buscando novas formas de cuidar da bicharada


O que há de novo?

É tempo de elaborar projetos, determinar metas e adubar o terreno para ser semeado.
Sei que muita gente fica ensaiando uma transformação, um momento certo, uma luz brilhar, uma segunda feira ou um “ano que vem” pra resolver dar uma guinada na forma de encarar, cuidar e alimentar seus peludos. Certamente tudo tem a sua hora e você precisa primeiro estar antenado e aberto para alterações tão importantes na sua rotina e na sua forma de cuidar!

Alguns pontos importantes que todo tutor e cuidador precisa entender definitivamente para elaborar seu plano:

Ração não é e nem nunca foi a melhor forma de alimentar seus bichos!!! É prática, isso sim, mas melhor nunca! Porque uma coisa seca, cheia de químicas para conservar e lhe dar sabor, cor e cheiro atraente, que fica em prateleira por 2 anos e que tem o mesmíssimo gosto todos os dias seria melhor do que um bom prato de comida elaborada segundo um cardápio simples e balanceado? Não estamos falando de restos de comida, falamos de dieta específica para o peso, idade e fase fisiológica do seu peludo. Acha isso complicado? É trabalhoso e requer uma prática diária pra ir ficando cada dia mais fácil de praticar. Também requer planejamento para que você não se perca no meio do caminho. Congelar as porções prontas é de longe a forma mais prática de fazer isso. Se você tem mais tempo pode elaborar cardápios pra 3 dias. Mantê-los em geladeira pode ser melhor opção do que congelá-los na dependência da sua rotina. Se tem mais tempo ainda e quer se dedicar com afinco a melhorar a alimentação de um único bicho, faça diariamente junto com a sua alimentação e pasmem: você vai acabar assimilando mais e mais formas de cozinhar e ingredientes saudáveis na sua cozinha, melhorando a sua saúde junto com a saúde dos seus peludos! Quer detalhes sobre o assunto? Temos o excelente site, referência em nutrição animal no Brasil, Cachorro Verde, da competentíssima veterinária nutróloga Sylvia Angélico. Lá você encontra o passo-a-passo como calcular quantidades, programar a rotina, comprar os ingredientes, acondicionar, estocar e dar a alimentação natural (AN) para os seus bichos e trazê-los mais e mais próximo para o natural da espécie. Reserve um tempo para ler tudo o que você precisa saber sobre o assunto lá e daí estará pronto para dar essa importante guinada. Alimentando seus bichos com cardápios caseiros balanceados você estará proporcionando mais saúde e certamente terá muito menos gastos com cuidados veterinários, xampus especiais, e remédios para corrigir distúrbios dermatológicos, gastrointestinais e muitos outros!

Vacinas anuais devem ser evitadas sempre que possível. Porque? Te respondo com outra questão: quando foi a última vez que você tomou vacinas? Faz tempo né? E porque animais tão resistentes quanto cães e gatos, que vivem comendo coisas do chão, lambendo-se e lambendo uns aos outros, dormindo no chão, cheirando tudo que vê pela frente e às vezes comendo coisas estranhas como pedras, troncos e até fezes, tem que tomar tantas vacinas todos os anos? Não acha estranho bichos tão resistentes tomarem tantas vacinas a mais do que nós que temos, em teoria, melhores “modos” do que eles? Já abordamos esse assunto aqui várias vezes em postagens que explicam o funcionamento do sistema imune relacionado a vacinas e produção de anticorpos e às doenças geradas por vacinas, chamadas por nós homeopatas de vacinose. Conheça a opinião e os argumentos de renomados veterinários com relação aos excessos vacinais praticados em todo o mundo. E novamente um excelente texto da Dra. Sylvia Angélico sobre o assunto vacinas com referências bibliográficas e uma linguagem muito acessível você encontra no site  Cachorro Verde. E como você pode saber se precisa ou não dar vacinas na turma peluda? Primeiro veja como já existem testes para medir a quantidade de anticorpos para vacinas core, essenciais, de forma a saber se existe mesmo necessidade de vacinar seu peludo, daí procure um bom veterinário holístico na nossa tabela de vets holísticos em construção no site Bicho Integral. Mesmo se não estiverem próximos ao local onde você mora, alguns desses veterinários já fazem consultoria online.

Outro ponto que não podemos deixar de falar é sobre o uso mensal de formulações spot-on para o controle de pulgas e carrapatos que são responsáveis por grande número de casos de intoxicações e reações adversas, desde irritações locais, vômitos, diarreias, letargia, ataxia, convulsões, quadros de toxicidade hepática e renal e até mortes. Distúrbios no sistema endócrino, em especial tireoide, desde alterações no funcionamento dessa importante glândula (hipotireoidismo), outros relacionados a maturidade sexual e até o surgimento de câncer são relatados pelo EPA (Environmental Protection Agency – Agência de proteção ambiental dos EUA). Esse mesmo órgão classificou o fipronil como classe C de possível carcinógeno humano, devido ao desenvolvimento de tumores benignos e malignos da tireóide em animais de laboratório expostos a ele.
Muitos desses produtos, em especial o fipronil, têm-se mostrado tóxicos em pequenas doses para várias espécies animais, desde peixes, lagartos e aves, e principalmente quando se utilizam produtos de cães em gatos ou quando gatos estão em contato íntimo com cães que utilizam esses produtos. Ao acariciar um animal que esteja utilizando esse produto, nós humanos também estamos expostos a todos esses efeitos adversos. Quando exposta a luz, a molécula de fipronil torna-se 10 vezes mais tóxica do que a original, na forma de fipronil-dessulfinilo.
A maioria das reações adversas relatadas pelo EPA foram em cães com menos de três anos de idade e entre 10 e 20 quilos. Raças de alto risco incluíram a Chihuahua, Shih Tzu, Poodle, Lulu da Pomerânia, Dachshund, Maltês, Yorkshire Terrier e Bichon Frise.  Os produtos que contêm cifenotrina e permetrina foram especialmente problemático para cães de raças pequenas.
Segundo a Dra.Karen Becker, veterinária holística americana, muitos casos de intoxicação por spot-on em felinos se devem a utilização errônea desses produtos de cães em gatos, ou a simples exposição de gatos ao contato com cães medicados com essas drogas. O mesmo acontece com outros pets domésticos como aves e lagartos.
Os chamados produtos “seguros” vem sendo utilizados por toda uma vida em pacientes que no geral morrem de doença renal crônica ou câncer e que tem cada vez mais desenvolvido doenças metabólicas, auto-imunes e endócrinas na idade madura. E então? Ainda vai continuar usando-os no peludo que você considera como membro da sua família? Ou vai buscar formas mais naturais de protegê-lo e a sua família?

Que formas mais naturais seriam essas?
Indicamos alguns instrumentos pra esse combate e vou te dizer rapidamente quais são:

Para pulgas

Aspirador de pó. Usar pelo menos 2 vezes por semana em infestações fortes. Especial ênfase em caminhas, almofadas, varandas e cantinhos, sempre com foco nos locais onde o cão/gato se deita!
FatorP&P animal glóbulos pra colocar na água da turma. Não tem gosto e é feito com a pulga em todas as suas etapas de crescimento. Usar diariamente a cada troca de água.
FatorP&P canil para ser utilizado no ambiente. São glóbulos que diluídos em água podem ser borrifados em todo o ambiente sem causar qualquer dano a bicharada. Sem sabor e sem odor. Usado em caminhas, tapetes, sofás, e em todos os locais onde eles se deitam e que costumam ser os locais onde há a infestação com ovos que eclodem nessa época do ano!!!! Também é um produto homeopático que não deixa vestígios tóxicos no ambiente. Usar duas vezes por semana no mínimo!
Fator P&P talco , sem cheiro ou sabor. Em gatos gosto mais dessa forma, em talco pra usar. Em spray eles não toleram muito.
Produtos a base de Neem -  para o controle de pragas e insetos em animais (pulgas, carrapatos, sarna) e no jardim (lagartas, formigas, cochonilha, pulgões, ácaros, fungos, entre outros). Sua ação antiséptica e anti-inflamatória podem ser exploradas nessas misturas.

Para carrapatos

Além do neem descrito acima, e que age diminuindo a postura de ovos da fêmea e a viabilidade dos ovos no ambiente, temos o Fator Ectocão que é um bioterápico feito com os carrapatos em várias fases mas ultra diluído como homeopatias e que também age a nível de reprodução, impedindo a proliferação dos carrapatos.
Esses produtos naturais não causam efeitos desagradáveis, intoxicações e doenças crônicas. Devem ser usados com uma frequência maior, mas geram segurança para os bichos, para quem aplica e para quem convive com eles no dia a dia.

Então, está disposto a fazer mudanças que te tirem da tua zona de conforto em prol de Bichos mais Integrais?
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Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.