quarta-feira, 18 de junho de 2008

FITOTERAPIA




GUACO


Nome Científico: Mikania glomerata S. Nomes Populares: Guaco - liso, guaco – de – cheiro, erva – das – serpentes, cipó – catinga, uaco, erva –de – cobra, cipó – sucuriju, erva – de – sapo, coração – de – Jesus, erva – cobre, guaco – trepador. Família: Asteraceae.


Aspectos Agronômicos: Reproduz-se por semente ou pelo plantio de estacas do caule, de preferência em terrenos arenosos e úmidos, áreas sujeitas a inundações e beiras de rio. Pedaços de ramos colocados em água produzem raízes em poucos dias. Nasce também nos matos e nos cerrados, adaptando-se bem ao cultivo doméstico. O sombreamento durante a produção de mudas é importante. As folhas podem ser coletadas em qualquer época do ano, dando-se preferência ao período antes da floração, quando a planta apresenta maior teor de princípios ativos.
Parte usada: Folhas
Constituintes Químicos: -óleo essencial: contém de sesquiterpenos. -taninos. -saponinas. -resinas. -substâncias amargas: guacina. -cumarinas. -guacosídeo.
Origem: América do Sul, vegetando principalmente na Argentina, Paraguai, Uruguai e no Brasil, especialmente no Sul e Sudeste.
Aspectos Históricos: Recebe também o nome de erva – das – serpentes, pois em regiões infestadas por ofídios venenosos o guaco costuma ser preparado como contra - veneno. As folhas secas, o extrato alcoólico ou decocto, apresentam forte cheiro balsâmico.
Usos:
* Fitoterápico: - Afecções do aparelho respiratório: tosses rebeldes, bronquite, asma, rouquidão. - Gota, reumatismo, nevralgias, contusões, artritismo. - Estados febris. - Inflamações na garganta, inflamações intestinais. - Ferimentos, picadas de cobra. - Pruridos, eczemas. - Albuminúria ( excesso de albumina no organismo ). - Sífilis. - Hemiplegia ( paralisia de um lado do corpo ) e suas seqüelas.
* Fitocosmético: - Elimina manchas de pele.
* Farmacologia: Facilita a fluidificação dos exsudatos traquiobrônquicos ou estimula sua secreção de maneira que possam ser mais facilmente expulsos pelo reflexo da tosse. Atua relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, principalmente brônquios. Estimula a secreção e eliminação da urina. Útil em casos febris onde exerce apreciável efeito sudorífico. Pesquisas científicas isolaram um glicosídeo, que por processos químicos dá origem à cumarina, talvez a substância responsável pelo efeito antiofídico. Age sobre o tegumento cutâneo formando uma película ou filme quando utilizado externamente.
Riscos: Pode causar vômitos e diarréia quando usado em excesso. Podem ocorrer acidentes hemorrágicos (ontagonismo ( inibe ) com a vitamina K), quando usado em tempo prolongado. Não pode ser utilizado por mulheres com menstruação abundante, pois provoca o aumento do fluxo menstrual.
Doses Utilizadas: Fitoterápico: Uso Interno: - Infuso ou decocto a 2%: tomar 50 a 200mL / dia. - Extrato fluido: 1 a 4 mL / dia. - Tintura: 50 a 20 mL / dia. - Xarope ( Farm. Bras. ): 10 a 40 mL / dia.
Uso Externo: - Infuso ou decocto a 5%: aplicar várias vezes ao dia. - Suco da planta: fazer fricções sobre a parte dolorida.
Bibliografia:
-Caran,M.Ervas Medicinais.Cultivo e Uso Prático.Plantas cultivadas e silvestres.[S.l.s.n],[199-].Apostila. -Martins,E.R.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p. 106-107. -Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo: Ibrasa, 1998. -Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ªedição, 1989. -Teske,M.; Trenttini,A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997.
Na medicina veterinária campeira o guaco é usado como expectorante, e para isto, prepara-se 30 g de folhas secas de guaco em 3 litros de água. Ferve-se por 10 minutos e administra-se, por via oral, 3 doses, tres vezes ao dia, para animais de grande porte. No tratamento dos animais com febre, deve-se ferver 10 g de folhas de guaco em 1 litro de água, durante 5 minutos.
FONTE: Boelter, Ruben. Plantas medicinais usadas na Medicina Veterinária - 2008
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.