sábado, 21 de fevereiro de 2009

Diabetes em Cães

O texto a seguir foi retirado do site www.cachorroverde.com.br, da jornalista e veterinária Sylvia Angélico pela qual guardo especial apreço pois os textos dela são simplesmente fabulosos, fáceis, didáticos e ela utiliza bibliografias que eu também utilizo, de veterinários holisticos, homeopatas, integralistas pouco divulgados no nosso meio e que além de tudo são, em sua maioria, escritos em inglês, o que dificulta o acesso. A Sylvia me deu total liberdade de usar os seus textos e eu mais uma vez agradeço de coração.

Introdução
-- Cachorro e gato podem ter diabetes? Jura? Igual a gente?

Todo mundo já deve ter ouvido essa pergunta. Sim, cães e gatos podem apresentar diabetes, colesterol alto, neoplasias (câncer), alergias, cálculo renal e muitos outros problemas que também acometem os humanos. Mas quem é que ouvia falar, tão freqüentemente, em cães e gatos diabéticos há 20, 30 anos? Na época de nossos pais e avós, os pets roíam ossos, comiam restos da nossa comida e tinham acesso ao quintal onde se exercitavam à vontade.

Com essa dieta considerada pouco balanceada e uma saúde geral muito menos dependente de vacinas múltiplas anuais, vermífugos de administração trimestral, carrapaticidas de uso mensal e etc, os pets viviam em geral mais e melhor. Toda família tem pelo menos uma história de um cachorrinho ou bichano criado assim que viveu um bocado, não é verdade?

O que é o diabetes?
O diabetes mellitus ou melito é uma desordem no pâncreas, órgão que produz o hormônio insulina. Pode ser classificado como tipo I (diabetes insulino-dependente) ou tipo II. O animal com diabetes tipo I depende de reposição diária de insulina injetável, porque suas células Beta (produtoras de insulina) no pâncreas foram destruídas parcial ou totalmente.

O diabetes do tipo II é o não-insulino-dependente, uma vez que não é necessário aplicar insulina nesses pacientes. Essa variedade acomete freqüentemente animais obesos. O pâncreas do pet está produzindo insulina normalmente, mas o organismo resiste a ela, não a deixando agir. O papel da insulina é levar a glicose (açúcar) do sangue para dentro das células, onde é aproveitada como fonte de energia.

Se o pâncreas não secreta mais a insulina (diabetes tipo I), ou ainda, se ele a produz normalmente, mas o organismo não responde à insulina (diabetes tipo II), a glicose não entra nas células e é desencadeada uma cascata de problemas.


Cuidado: a obesidade predispõe ao diabetes tipo II



Sinais clínicos (sintomas)
De nada adianta para o organismo a glicose ficar circulando pelo sangue. Ela tem que entrar nas células. Nos diabéticos, sejam tipo I ou tipo II isso não acontece e os tecidos do corpo são privados de energia. Por isso é que o animal perde peso, apesar de estrategicamente aumentar a ingestão de alimentos. O proprietário também observa a pelagem do cão ou gato diabético opaca, rala e quebradiça, um sinal externo de que a pele está sem substratos para se manter saudável.

Com o sistema imunológico também em baixa – afinal, como fica a produção de anticorpos e outros “soldados” sem energia? – o animal pode apresentar inflamações e infecções recorrentes (que voltam toda hora), principalmente no trato genital e urinário.

E por falar em sistema urinário, o sinal clássico do diabetes, aquele que via de regra faz o proprietário suspeitar que algo não está bem com o pet, é o aumento no volume e na freqüência com que o animal urina (poliúria). Isso acontece porque, com o decorrer assintomático (sem sintomas) do diabetes, o açúcar vai se acumulando no sangue ao ponto de os rins não conseguirem mais filtrá-lo e reabsorvê-lo.

Quando a glicemia (presença de açúcar no sangue) ultrapassa esse limiar, a glicose extravasa para a urina. De tão açucarado, o xixi pode até atrair formigas! Isso é um verdadeiro desperdício de energia para o corpo. Mas o prejuízo não pára por aí. O organismo está perdendo também muito mais água e eletrólitos, já que, para ser eliminada, a glicose precisa estar dissolvida em água.

Para não desidratar, o corpo do animal tenta compensar aumentando anormalmente a sede (polidipsia). Se não diagnosticado a tempo e tratado com o critério necessário, o diabetes pode rapidamente levar à catarata e à cegueira, e ainda, agravar ou oferecer condições para o aparecimento de doenças concomitantes, como cetoacidose (espécie de acidez generalizada), desidratação, pancreatite e insuficiência renal.

As complicações do diabetes que vemos nos humanos, a exemplo de doenças vasculares e coronarianas, felizmente não acontecem nos pets. Mas antes de comemorar, é preciso saber que o diabetes é sim, uma doença metabólica de sérias conseqüências e que freqüentemente leva o animal à morte.

Prognóstico
Cabe aqui aquela velha máxima: “quanto antes diagnosticado, melhor o prognóstico”. Proprietários mais atentos percebem que há algo diferente com o animal logo no começo, quando o pet passa a urinar e a beber água com muito mais freqüência. Outros descobrem por acaso, no momento em que veterinário solicita exames de check-up geral ou para autorizar cirurgias.

Como explicado anteriormente, sinais clássicos do diabetes só aparecem após um dado acúmulo de glicose no sangue. Mas a doença pode já estar em andamento. Com o animal em jejum de alimentos por doze horas, a glicemia (índice de glicose ou açúcar no sangue) deve estar entre 60,0 e 118,0 mg/dL. Quanto mais elevada a glicemia, mais avançado o quadro.

Sinais como catarata (os olhos ficam nublados) denotam a progressão da doença. Buscar o veterinário somente nesse momento pode complicar muito as chances de controle da doença e de sobrevida do animal. O sucesso do tratamento também depende de fatores como a resposta do animal à insulina (se ele apresentar o diabetes tipo I), da correção da obesidade (se houver) e manutenção do peso ideal, da regular prática de exercícios físicos, de uma dieta adequada e do comprometimento do proprietário. Em geral, o controle é atingido quando os sinais clínicos do paciente desaparecem, quando o pet aparentar estar saudável e feliz e suas taxas de glicose se situarem entre 100 a 250mg/dL durante o dia.



Observação importantíssima: se você possui um animal diabético, procure o médico-veterinário, realize os exames solicitados, obedeça à regularidade de retornos e procure seguir à risca as orientações. O diabetes mellitus, seja tipo I ou tipo II, é uma enfermidade bastante complexa com a qual não se pode bobear. Não espere conseguir nesse site (ou em qualquer outro site) as informações necessárias para encarar o diabetes sem auxílio veterinário. Isso simplesmente não é possível.

O que você pode – e na minha opinião, deve – fazer, é apresentar as informações menos convencionais publicadas aqui (e na bibliografia que consta ao fim do post) ao seu veterinário. É muito provável que ele ou ela sejam alopatas (adeptos da medicina tradicional) e desconheçam as dietas, suplementos e terapias sugeridas aqui.

O Cachorro Verde procura adotar uma linha veterinária holística (ou integralizada). Isso significa enxergar o animal na íntegra e buscar benefícios à saúde como um todo. Essa, aliás, é a beleza do olhar alternativo. Homeopatas, acupunturistas, fitoterapeutas, etc, entendem que tratamentos focais, com base apenas em sintomas, não abordam profundamente aquilo que levou o organismo a adoecer.

Por disporem de várias outras ferramentas para a cura e acreditarem no poder que o organismo tem de se recuperar, profissionais holistas adotam uma postura muito mais otimista e menos condenatória em relação às enfermidades. Veja o que o médico-veterinário norte-americano Martin Goldstein, clínico homeopata e acupunturista do Smith Ridge Animal Center em Nova York, tem a dizer sobre o diabetes:

Tratar diabetes com injeções de insulina para o resto da vida do animal não é cura. Eu também ensino proprietários a administrá-la e regular o diabetes. Mas como veterinário holístico também tento fazer com o que pâncreas recupere o equilíbrio e volte a produzir sua própria insulina. Em muitos casos a glicemia declina a um nível normal e estável à medida que o pâncreas é restaurado. Para uma cultura condicionada a aceitar o diabetes como uma doença crônica e incurável, tal afirmação pode soar miraculosa. Mas uma vez que todos temos uma conversão de virtualmente todas as células do nosso organismo a cada sete anos – e os cães e gatos, provavelmente a cada três anos – por que o pâncreas não deveria se reparar? Cães diabéticos, em relação a gatos diabéticos, são um desafio maior, mas as chances de recuperação com métodos holísticos são certamente melhores do que usando somente a medicina convencional, que basicamente não oferece ao pâncreas a chance de se curar e não aborda a condição degenerativa original que conduziu o animal a esse quadro.

O diabetes avançado leva à catarata

Causas
Livros atualizados de medicina veterinária convencional apontam a causa do diabetes mellitus tipo I como sendo multifatorial. Ou seja, a doença se deve a predisposição genética, infecções, tratamento com certas drogas (as antagonistas da ação da insulina, como os corticóides), obesidade, pancreatite e doenças imune mediadas (quando organismo ataca a si próprio).

Para veterinários holísticos como Martin Goldstein, Shawn Messonier e Richard Pitcairn (PhD em Imunologia), o diabetes está associado também a: administração de compostos de progesterona (em tratamentos hormonais), a alimentação com rações industrializadas e às vacinações múltiplas anuais. Um post abordando minimamente os perigos das vacinas múltiplas para pets está agendado para ser publicado aqui em breve.

Em seu livro “Dr. Pitcairn’s Complete Guide to Natural Health for Dogs & Cats”, o médico-veterinário imunologista Richard Pitcairn aborda essa questão:

“Recentemente, foi determinado que o diabetes humano é uma desordem imunológica na qual o próprio organismo, por meio de anticorpos, ataca as células pancreáticas produtoras de insulina. O mesmo deve estar ocorrendo com nossos pets. A maioria das disfunções imunes são agravadas ou causadas por vacinações. Então esteja ciente dessa associação e tome cuidado ao vacinar animais diabéticos.”

Pitcairn traçou essa associação a partir de sua experiência clínica e de dados da medicina humana recente. Em setembro de 2000 o médico imunologista Bart Classen apresentou dados durante a International Public Conference on Vaccination (Conferência Pública Internacional sobre Vacinação) indicando que nada menos do que 80% dos casos de diabetes insulino-dependentes em crianças são devidas à aplicação de vacinas múltiplas a partir dos dois meses de vida. Mais detalhes aqui.
Aqui você encontra um artigo em inglês publicado pelo pesquisador de história médica Harris Coulter, PhD.

Já o diabetes tipo II (não-insulino-dependente) normalmente é decorrente de obesidade, principalmente nos gatos. Isso ocorre porque a gordura impede o efeito da insulina. Um professor explicou esse conceito bem simplificadamente: “o corpo do indivíduo obeso fica sob a impressão de que a gordura é sinal de que o animal ou pessoa está bem alimentado e que colocar glicose na célula é desnecessário.”

Se seu cão ou gato diabético está acima do peso, uma das primeiras medidas a tomar é o emagrecimento desse animal. O pet no peso ideal tem muito mais sucesso no controle do diabetes e terá energia e disposição para praticar exercícios físicos, outro ponto importante do tratamento.

Outro fator é apontado como estimulador do diabetes tipo II em fêmeas: a presença do hormônio progesterona. A progesterona estimula a secreção do hormônio de crescimento na cadela, que muitas vezes oferece antagonismo (neutraliza) os efeitos da insulina. Por esse motivo é que freqüentemente os veterinários indicam a ovarioisterectomia (castração) dessas fêmeas. A castração retira útero e ovários, responsáveis pela produção da progesterona.

Tratamento
O diabetes mellitus do tipo I é bem mais complicado do que o tipo II. O animal precisa ser submetido à insulinoterapia – injeções de insulina exógena – em geral duas vezes ao dia e o proprietário fica responsável pela verificação constante da glicemia ou glicosúria (determinação do teor de glicose na urina).

Há o risco de hipoglicemia (baixo teor de glicose no sangue) caso o dono erre a dose ou aplique insulina em momento inadequado. E a hipoglicemia é muito mais perigosa que a hiperglicemia, podendo levar o animal a convulsões e até à morte. Outras recomendações importantes incluem a prática regular de exercícios físicos e a ingestão de uma dieta apropriada – assunto que trataremos daqui a pouco.

Já os acometidos pelo diabetes do tipo II não precisam receber insulina. Apenas devem seguir a terapia dietética, tomar as suplementações prescritas pelo veterinário e fazer exercícios regularmente.


Doces para cães? nem pensar!



Por que não posso dar ração?
Porque a ração pode ter contribuído para o desenvolvimento do diabetes mellitus. A maioria das rações, verifique o rótulo, contêm propileno glicol, uma substância que pode levar ao diabetes. Além disso, compostos altamente tóxicos como os aditivos – e suas interações, pouco estudadas – afetam o sistema imunológico podendo conduzir a uma destruição das células produtoras de insulina no pâncreas.

E por fim, o excesso de milho e seus derivados nas rações para pets compõe um alimento demasiadamente rico em carboidratos, o que via de regra leva à obesidade, que por sua vez pode levar ao diabetes tipo II. Para os gatos, uma alimentação muito rica em carboidratos é especialmente deletéria, já que estamos falando de carnívoros verdadeiros cujos organismos não aproveitam (ou aproveitam muito pouco) alimentos de origem vegetal.

Algumas marcas mais importantes oferecem linhas terapêuticas com rações especialmente desenvolvidas para cães e gatos diabéticos. Além de serem caríssimas, essas rações trabalham com os mesmos ingredientes de baixa qualidade das demais (milho e seus subprodutos, soja e seus subprodutos), os mesmos aditivos tóxicos e estão sujeitas, como toda ração seca, à contaminação por micotoxinas.

Os fabricantes, cientes de que um teor elevado de fibras na dieta ajuda a reduzir os níveis glicêmicos e a emagrecer o pet obeso, acrescentam muitas vezes fibras grosseiras, que tornam o alimento pouco atraente para o animal e causadoras de gases intestinais. Oferecer uma dieta caseira natural ao seu animal é o melhor que você pode fazer por ele. Nutrição de verdade, fresca, terapêutica (auxilia no tratamento) e muito mais em conta. Leia mais a respeito a seguir.

Dieta natural para cães diabéticos
A dieta caseira especial para cães diabéticos visa a controlar a glicemia (evitando flutuações), manter o peso ideal e reduzir o desgaste sobre o pâncreas. Atente para as seguintes orientações:

- Evite terminantemente alimentos que contenham açúcar (é hiperglicemiante) e gordura – o pâncreas produz uma série de enzimas que participam da quebra da gordura. Ofereça apenas metade do óleo acrescentado à dieta de cães saudáveis e nada de carnes gordurosas.

- Alimentos benéficos: vagem (contém substâncias similares à insulina), abóbora e abobrinha (ricos em fibras), brotos de alfafa, salsinha, alho (reduz a glicemia e melhora a digestão); pão de centeio, e iogurte (é alcalinizante e ajuda a contrabalancear a acidez do diabetes).

- Frutas e legumes também são bons alcalinizantes naturais. As frutas podem ser oferecidas diariamente como petisco no lugar de biscoitos (proibidos para diabéticos). A frutose – açúcar das frutas – é até benéfica, atuando de forma similar às fibras, e é permitida na dieta. Apenas evite oferecer frutas junto com as refeições. Prefira servi-las como lanche.

- É importante oferecer ao máximo alimentos crus para animais diabéticos. Assim sendo, carnes, legumes, frutas, ofereça crus. Cozinhe apenas ovos, peixes e cereais e grãos. Comidas cruas são muito mais estimulantes para o pâncreas e reduzem a glicemia.

- Ofereça de duas a três refeições por dia. Veja qual freqüência de alimentação funciona melhor para você e seu pet, levando em consideração também as orientações do médico-veterinário.

- Mantenha a consistência nos horários e no conteúdo a ser oferecido. Sirva as refeições sempre no mesmo horário e não varie o tamanho das porções. Aliás, tome cuidado com variações nos ingredientes, já que com isso podem ocorrer oscilações glicêmicas, o que não é bom. A regularidade é a chave para o sucesso.

- Fibras extras podem ser adicionadas à dieta. Elas absorvem água, reduzem a passagem do alimento pelo estômago (promovendo a sensação de saciedade) e aumentam a velocidade do alimento no intestino, o que reduz a absorção de glicose. Boas opções incluem: metamucil (psyllium husks) sem açúcar, abóbora, abobrinha e bran (farelo de trigo).

- Se o cão já está magro ou caquético em função do diabetes descompensado, não ofereça uma dieta rica em fibras ou ele continuará a perder peso. Cães magros devem primeiro chegar ao peso ideal comendo uma dieta normal de manutenção com baixa quantidade de fibras. Chegou ao peso ideal? Entre com a dieta para diabéticos.

- Em caso de constipação, ofereça abóbora e/ou um pouquinho de fígado cru para amolecer as fezes.

- Além de comer uma dieta especial, seu cão precisa se exercitar. O exercício físico promove perda de peso e elimina a resistência à insulina induzida pela obesidade. Também tem efeito hipoglicemiante, já que aumenta o transporte da insulina ao aumentar o fluxo sangüíneo e linfático. De preferência, exercite o animal sempre no mesmo horário. E leve a sério. Exercícios esporádicos ou árduos demais podem levar à hipoglicemia grave.


Exercícios regulares previnem e combatem a doença



Suplementos
Segue uma relação de suplementos adotados por veterinários holísticos e, creio eu, pouco conhecidos no Brasil. Caso tenha interesse em utilizá-los, discuta a viabilidade com seu veterinário e, mediante autorização dele, vejam onde podem conseguir cada item e em que quantidade oferecê-los.

Cromo
É um mineral que ajuda a estabilizar os níveis de glicose no sangue e aumentar a energia. Estudos mostraram que os diabéticos tendem a ter menos cromo na corrente sanguínea em comparação com não diabéticos. A suplementação com cromo pode potencializar os efeitos da insulina. Prefira utilizá-lo na forma de picolinato de cromo (chromium picolinate). Se usar cromo vendido para humanos, a indicação é de 100 miligramas para um cão de porte médio. Alimentos que contêm cromo: batatas, pimentão verde e maçã.

Fator de Tolerância à Glicose (GTF)
Ajuda o organismo a regular a glicemia mais efetivamente. É naturalmente presente na levedura de cerveja.

Vitamina E
Importante, pois reduz a necessidade de insulina. Dê 25 UI a 200 UI (ou miligramas) dessa vitamina todo dia ou ofereça alimentos ricos, como óleos vegetais (girassol, oliva e milho)

L-carnitina
É um aminoácido indicado por suas propriedades mobilizadoras de gordura.

Vitaminas B e C
Em alta dose não são recomendáveis, pois reduzem o efeito da insulina e estimulam a micção.

Solução homeopática de pâncreas diluído
Produto que visa a reativação das células produtoras de insulina. Consulte um veterinário homeopata para mais informações.

Enzimas pancreáticas, “pancreas drops” e pâncreas glandular cru
Empregados com o mesmo propósito do item anterior. Muito utilizados por veterinários holísticos norte-americanos.

Rehmannia 16
É uma erva chinesa notória no Oriente por auxiliar no tratamento do diabetes.

Goldenseal
Também chamado de Hidraste ou Hydrastis canadensis é uma erva muito utilizada para regulação do nível de glicose no sangue. A indicação que encontrei é de uma cápsula para cães de porte médio uma a duas vezes por dia. Verifique com seu veterinário se é isso mesmo.

* Observação: É imperativo o monitoramento constante em casa (medindo os níveis de glicose na urina do pet) e junto ao veterinário, porque o pâncreas pode, de repente, “pegar no tranco” e começar a produzir sua própria insulina ao reagir positivamente à dieta e aos suplementos.

Nesse caso, a injeção de insulina pode reduzir a glicemia a um nível crítico (hipoglicemia). Para emergências, sempre tenha Karo ou mel à mão. Um dos dois deve ser administrado oralmente o mais rápido possível caso o animal pareça estar trêmulo ou comece a apresentar convulsões. Se ele não estabilizar, corra para o veterinário.

Procure um médico veterinário com conhecimentos em alimentação natural para que monte um cardápio adequado às necessidades individuais dele.

Referências bibliográficas:

* Natural Health Bible for Dogs and Cats: DVM Shawn Messonnier - 2001, ed. Three Rivers Press
* Dr. Pitcairn's Complete Guide to Natural Health for Dogs and Cats - 3rd Edition: DVM PhD Richard Pitcairn - 2005, ed. Rodale
* A Cura Natural para Cães e Gatos: Diane Stein - 1993, ed. Ground
* Canine Nutrition - What Every Owner, Breeder and Trainer Should Know: DVM Lowell Ackerman - 1999, ed. Alpine
* Medicina Interna de Pequenos Animais - 3a. Edição: DVM Richard W. Nelson e DVM C. Guillhermo Couto - 2006, ed. Mosby Elsevier

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!

Publicado em 29 de outubro de 2008 por Sylvia Angélico
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