sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Banalização do uso de drogas psicoativas em animais




“Drogas psicoativas são substâncias que agem no sistema nervoso central e causam modificações nas emoções, humor, pensamentos e comportamento.”
(OMS, 1995)


A utilização de drogas psicoativas em cães e gatos vem se tornando uma prática muito comum nos consultórios veterinários em todo o mundo, nos últimos 15 anos. Este crescimento substancial da tentativa de controle comportamental utilizando-se drogas que modificam a parte anímica dos nossos animais de estimação, tem como base os interesses econômicos da milionária indústria farmacêutica, o comodismo e o imediatismo dos proprietários de cães e gatos que querem resolver os problemas de seus mascotes (ou os seus?) de forma rápida e sem necessidade de os reeducarem ou de terem que dedicar mais tempo a eles e suas necessidades básicas e ainda, da falta de capacitação, tempo de consulta ou mesmo interesse de médicos veterinários que deveriam estar abordando os transtornos comportamentais desde as suas raízes e orientando os cuidadores de seus pacientes a exercerem mudanças no manejo de seus cães.

Esta tendência em prescrever cada vez mais drogas de modificação comportamental e de estilo de vida para os mascotes acompanha a tendência mundial não menos evidente de utilização destas mesmas drogas na espécie humana, cada vez mais comuns no nosso dia a dia. Esta transferência de necessidades humanas para os seus animais de estimação, também chamada de humanização, reflete-se não só nos distúrbios comportamentais das mais diversas categorias (ansiedade de separação, agressividade, distúrbios compulsivos e outros) como na forma de tratá-los. Cada vez mais os humanos tem ao seu dispor drogas mais e mais modernas, complexas, sofisticadas e caras para tratar os seus próprios distúrbios e isso simplesmente abre o caminho para que façam o mesmo com seus mascotes.

Nós levamos um estilo de vida pouco saudável e recorremos aos medicamentos para corrigi-los e estamos fazendo o mesmo com nossos animais.

Resolver problemas comportamentais de animais de companhia não é exclusiva ou necessariamente modificar suas concentrações de substâncias neuroquímicas ativas em seus organismos através de drogas, mesmo porque estes psicoativos alteram a disposição anímica dos indivíduos, geram efeitos colaterais e a longo prazo passa a ser necessário aumentar as doses ou associar a outras drogas para que cumpra o efeito “desejado”. Para termos animais equilibrados e comportados, não precisamos “lobotomizá-los” quimicamente, precisamos sim de animais melhor educados ou reeducados, proprietários melhor informados quanto às necessidades básicas e limites que devem ser oferecidos aos seus mascotes.

As substâncias psicoativas necessárias ao bem estar dos animais podem ser produzidas por eles mesmos ao serem estimulados a brincar, ao passear, ao interagir com outros animais, além de boa comida, bom abrigo, carinho e atenção. Os animais, assim como nós, produzem suas próprias endorfinas ao praticarem atividades prazeirosas. Não deixe faltar nem sobrar nada. Faça com que tenham “vida de bicho”! Eles precisam de estímulos olfativos, atividades lúdicas, exercícios físicos, distração (cheirar a urina de outros cães, cavar buracos, correr, roer ossos de verdade)!!!!

Dentro da tendência a humanização a que submetemos os nossos animais, estão os exageros (alimentares = obesidade; afetivos = hipervinculação, ansiedade de separação) e as deficiências (limites = agressão; tempo = ociosidade = transtornos compulsivos).



O estilo de vida ausente de seus donos é um fator muito comum no desencadeamento de fobias e ansiedades. Se você não tem tempo livre pra dedicar ao seu cão, não tenha cães!!!!! O mesmo se aplica a filhos!!! Sem limites, atenção e orientação, além de amor e carinho, os problemas são inevitáveis!!!

Sabemos que nem todas as pessoas concordam ou vão seguir o que foi dito e vão preferir, obviamente, os mágicos comprimidinhos dentro da salsicha. È mais fácil, mais rápido ! Acredito haver situações extremas em que estas drogas devem ser utilizadas, mas não como primeira opção e não antes de se tentar uma correção com simples alterações de manejo e conduta e terapêuticas energéticas. Vale a pena tentar, insistir e desejar.

Ignorar comportamentos indesejáveis e recompensar os desejáveis funciona na maioria das vezes, assim como corrigir também é vital em muitas circunstâncias. Procure um profissional capacitado para orientá-lo. O diagnóstico cuidadoso sem a pressa de prescrever, com opções de correção e tempo para orientar, será sempre a melhor forma de tratar. Experimente associar o manejo/correção comportamental com tratamento sutis, energéticos, como a homeopatia, os florais de Bach, a terapia do toque, a nutracêutica. Há opções muito interessantes dentro dessas áreas. Procure um especialista e peça ajuda e orientação. Você vai se surpreender!!

Na loja virtual Bicho Integral  você encontra uma grande variedade de florais para diversos tipos de comportamentos a serem corrigidos http://migre.me/j1xjP. Experimente!


E pra finalizar uma questão para pensarmos e refletirmos:
PORQUE HÁ CADA VEZ MAIS E MAIS MERCADO PARA A VENDA DESSAS DROGAS QUE APENAS MASCARAM SEM REALMENTE CORRIGIR OU CURAR?

Este tema me foi sugerido pela querida Ana Corina do Mãe de Cachorro e me fez sacudir a preguiça de postar! Obrigada ANA, você como sempre atenta às polêmicas referentes a bicharada.
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Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.