domingo, 24 de julho de 2011

A babosa e suas mil e uma utilidades


Depoimento de Mahatmãn Ghandi
"Vocês perguntam-me quais eram as forças secretas que me sustentavam durante as
minhas longas jornadas. Bem, foi a minha inabalável fé em Deus, meu simples e
moderado estilo de vida, e a Aloe, cujos benefícios eu descobri quando cheguei a África
no final do século XIX.”

Aloe Vera ou Babosa (Aloe barbadensis)
Esta planta perene e suculenta da família Liliaceae tem uma longa história etnobotânica de uso por diversas civilizações em todo o mundo, como os egípcios, gregos e muitos outros povos. É também conhecida como Kanyasara ghrita Kumari na medicina Ayurvédica (Índia) e lu hui ye (China).
A babosa é de fácil cultivo, sem grandes exigências quanto ao solo, mas este deve ser drenado e permeável (arenoso e areno-argiloso). Pode ser cultivada em vasos e por ser uma planta de luz plena, não se dá bem à sombra ou meia-sombra.
A melhor utilização da planta é feita após um ano de cultivo, quando está madura em seus princípios ativos e portanto em suas ações. Para coletar as folhas retiram-se as folhas externas inferiores maiores, junto ao tronco, com o auxílio de uma faca. As folhas centrais são deixadas para renovar a planta. Na parte interna de suas folhas triangulares ou em formato de lança, encontra-se um exudato amarelo e amargo que escorre da folha ao ser cortada. Na parte central das folhas armazena um gel mucilaginoso claro.
O gel translúcido da polpa é muito instável. Se deixado ao ar livre, se oxida muito rapidamente e este processo destrói a maioria de suas propriedades terapêuticas.
A folha deve ser guardada em geladeira, embrulhada em papel alumínio, para evitar sua oxidação e minimizar as perdas de suas atividades farmacológicas. O melhor efeito se alcança ao usá-la logo após a extração.
AH!!! Ia esquecendo, o melhor momento para extraí-la é após um mínimo de 10 dias sem chuvas pois os princípios ativos ficam mais "concentrados".


Aplicações Clínicas

Aplicação tópica
• Cicatrização de feridas
• Terapia de queimaduras, as por radiação também
• Dermatites
• Úlseras diabéticas
• Picadas de insetos
• Eczema atópico
Possui propriedades regeneradoras, curativas, umectantes, lubrificantes e nutritivas o que faz dela uma matéria prima freqüentemente utilizada na fabricação de cosméticos como loções, cremes, xampus, géis, soluções, etc.
Antes da utilização sobre a pele, certificar-se que o indivíduo não é alérgico a nenhum componente da planta, esfregando parte do gel na região da virilha e observar se a área não se torna avermelhada, elevada e com coceira local (eritema, edema e prurido: sinais de sensibilidade). Nesse caso, melhor não utilizar.

Aplicação Interna
• Laxativo
• Úlseras esofageanas, estomacais e intestinais
• Doença Inflamatória Intestinal (Inflamatory Bowel Disease)
• Melhora da imunidade (Câncer)
• Antiviral

Atividade Biológica
A maioria das substâncias químicas que compõem a babosa agem em sinergismo, potencializando-se e compondo novos efeitos terapêuticos, o que pode aumentar seu espectro de utilização.


Saponinas: são substâncias que formam 3% do gel e são responsáveis por sua ação antisséptica e de limpeza
_Lignina: substância inerte quando sozinha. Todavia, quando em conjunto com todos os outros elementos da Aloe, ganha singular poder de penetração, auxiliando as outras substâncias a penetrar nas células do organismo; (aloe como veículo de outras substâncias)
_Ácido salicílico: princípio ativo da aspirina, possui atividade antiinflamatória e bactericida;
_Aloína: usada como laxante, é vermífuga e ajuda a eliminar os protozoários que parasitam o intestino. Em conjunto com a antraquinona aloe-emodin-9, apresenta efeito bactericida; catártica e emética
_ Barbaloína: Catártico com efeitos espasmódicos sobre o aparelho digestivo e efeito analgésico; antibiótico.
_Isobarbaloína: analgésico e antibiótico.
_Ácido aloético : antibiótico.
_Emodina de áloe : bactericida y laxante.
_Ácido cinámico : detergente, germicida e fungicida.
_Ester de ácido cinâmico : calmante.
_Óleo estéril : analgésico e anestésico.
_Ácido crisofânico : fungicida (fungos cutâneos).
_Aloe ulcino : inibição das secreções gástricas por reação com a histamina.
_Presença de componentes nutricionais: contém 20 dos 22 aminoácidos existentes; vitaminas A, C, E, e algumas do grupo B, em especial a B12 que é normalmente presente nos animais; várias enzimas, como a amilase e a lipase que transformam lipídeos e açúcares, e a carboxypeptidase – cuja hidrólise é antiinflamatória e analgésica – que produz vasodilatação, entre outras; sais minerais; monossacarídeos e polissacarídeos.
_Ação imunomodulatória: estimulação do sistema imunológico, principalmente sobre os linfócitos T (CD 8), agindo sobre a ação citotóxica dessas, ativando a produção de citocinas e macrofagia. Desse modo, apresentam atividade antiviral, também;
_Estimulação da produção de fibroblastos: atuação sobre a cicatrização, tornando-a mais rápida devido a maior produção de fibras de colágeno.
_Minerais e suas respectivas funções: fosfato de cálcio (dentes, ossos e sistema nervoso), Potássio (regulação hemeostasia), Ferro (anemia), Sódio (regulação homeostasia), Magnésio e Manganês (Sistema nervoso e músculos), cromo (controle do nível de açúcar sanguineo – diabetes), Zinco (síntese de insulina, pele).

Doses
As doses orais são variáveis conforme o estudo. Em humanos as doses podem variar de 800 a 1600 mg dia, equivalente a 500-1000 mg do suco ao dia. As doses tópicas são seguras em qualquer quantidade.

Administração
Suco: da planta fresca, recém colhida
Extrato seco : é a mucilagem após a secagem. Prepara-se deixando as folhas penduradas com a base cortada para baixo por 1 ou 2 dias; esse sumo é seco ao fogo ou ao sol,quando bem seco, pode ser transformado em pó dissolvido em água com açúcar, como laxante.
Supositórios: como laxante, retite (inflamação do reto) e hemorróidas (o uso continuado de altas doses por via oral, pode causar hemorróidas. Para fazer o supositório, descasque a folha, corte pequenos fragmentos da largura de um lápis com aproximadamente 5 cm, embrulhe em papel alumínio e coloque no freezer por algumas horas. Retire o papel alumínio na hora de utilizar.
Cataplasma: com a utilização do gel sobre queimaduras, contusões e ferimentos contaminados ou não. Sua ação bactericida chega a ser de 100% sobre a bactéria Gram negativa Pseudomonas aeruginosa e de 75,3% sobre bactérias gram positivas isoladas de infecções de pele em humanos (veja esse trabalho aqui).
Tintura: Pode-se utilizar 100 gramas de folhas descascadas e trituradas, em 500 ml de álcool de cereal. Coar e utilizar diluída em água sob a forma de compressas para contusões e entorces.
Xampus, loções e cremes : de 3 a 10% da formulação. Ação adstringente, queratolítica, ação revigorante sobre o epitélio, hidratante e cicatrizante.

Interações/Segurança
Laxativo e catártico quando a parte interna da folha é utilizada. A utilização da folha inteira implica na utilização deste princípio.
Não deve ser utilizada em mulheres grávidas ou em fase menstrual, em crianças (uso interno) e em estados hemorroidais.
Os efeitos colaterais da babosa podem incluir dor abdominal, diarréia, e desequilíbrios eletrolíticos, especialmente em altas doses por via oral.
No caso de uso continuado de doses elevadas de aloe, pode ocorrer o surgimento de hemorróidas.

Referências Bibliográficas
- Silva, J.K.C., Emprego da Fitoterapia na Cicatrização de Feridas. Monografia de graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal de Campina Grande. 2009.
- Bashir, A. et al. Comparative Antimicrobial Activities of Aloe Veral Gel and Leaf. Disponível em. : http://www.bichointegral.vet.br/medicinas-complementares/3-fitoterapia/110-comparative-antimicrobial-activities-of-aloe-vera-gel-and-leaf-.html. Acesso em 01/07/2011.
- Langmead, L. et al. Randomized, double-blind, placebo-controlled trial of oral aloe vera gel for active ulserative colitis. Disponível em: http://www.nutritionhealthinfo.com/aloe/aloe-vera_0160_001.pdf . Acesso em 21/07/2011.
- Barraca, S.A. Manejo e Produção de Plantas Medicinais e Aromáticas. Disponível em: http://www.esalq.usp.br/siesalq/pm/p02.pdf. Acesso em 03/04/2011.
- Fray TR, Watson AL, Croft JM, et al. A combination of aloe vera, curcumin, vitamin C, and taurine increases canine fibroblast migration and decreases tritiated water diffusion across canine keratinocytes in vitro. J Nutr 2004; 134: 2117S-2119S.
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