quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Malassezia: como eu trato

As leveduras do gênero malassezia são consideradas como parte integrante habitual da microbiota da pele, dos ouvidos e das mucosas de cães sãos. O quadro clínico da malasseziose tegumentar desencadeado pela excessiva multiplicação da levedura Malassezia pachydermatis sobre a epiderme canina, somente se evidencia quando um conjunto de fatores predisponentes, endógenos ou exógenos estão presentes. Dentre os fatores predisponentes, alterações nos mecanismos de defesa do hospedeiro e na microbiota da superfície da sua pele, sugerem o status oportunista da malassezia. Seu papel na perpetuação e no agravamento das dermatites mais diversas vem sendo pesquisado há anos, por diversos grandes nomes da dermatologia veterinária mundial, na busca do entendimento de sua etiopatogenia, predisposições,incidência, evolução e respostas as diversas terapêuticas. Muitas espécies animais, inclusive o homem, tem em sua microbiota natural a malassezia.

            Malassezia pachydermatis : tingida de cor escura
No cão, M. pachydermatis pode ser encontrada na pele, ouvidos, sacos anais, vagina e reto. É considerado como patógeno secundário em patologias de pele e otites externas em caninos e felinos, como por exemplo doenças alérgicas de pele, seborréias e doenças inflamatórias de pele crônicas ou recorrentes. Em gatos, surge secundariamente a doenças alérgicas de pele e quando doenças sistêmicas imunosupressvas se manifestam.

Atopia e Malassezia: cães atópicos desenvolvem hipersensibilidade do tipo I (mediada por IgE) a proteína intracelular da Malassezia ! Ou seja, a malassezia complica a atopia!!!!

  Hiperpigmentação de abdome

Causas predisponentes em cães:
  1. Doenças alérgicas de pele – principalmente dermatite atópica mas também alimentar, à picada de parasitas, por contato;
  2. Doenças do extrato córneo – seborréias;
  3. Doenças crônicas ou recorrentes inflamatórias;
  4. Algumas raças são mais predispostas: em São Paulo segundo um estudo retrospectivo de 92 casos na USP, de 1989-1995, as raças mais acometidas foram Cocker Spaniel Inglês, Pastor Alemão e Poodle. Na literatura internacional ainda encontramos Basset Hounds (especial tolerância a colonização assintomática), German Shepherd, West Highland White Terrier, Silky, Maltese, Chihuahua, Dachshund e outros.

Eritema, hiperpigmentação, lignificação


Causas predisponentes em gatos:
  1. Doenças dermatológicas alérgicas – especialmente dermatite atópica e alergia alimentar
  2. Doenças sistêmicas – principalmente as imunosupressivas (Fiv, Felv, neoplasias, diabetes)
  3. Doenças dermatológicas crônicas e recorrentes
  4. Raças predispostas: Devon Rex (especial tolerância a colonização assintomática)

Sinais e sintomas:
  • Eritema (pele avermelhada) , hiperpigmentação (pele enegrecida), alopecia (ausência de pelo), lignificação (pele escura e com aspecto rachado, groseiro), escamação (crostas, caspas) e/ou untuosidade (gordurosa)
  • Dermatite exudativa (aquela que mina, úmida) e odor seborrêico rançoso (só sentindo pra saber, às vezes da pra sentir da sala de espera!!!)
  • Prurido de moderado a intenso(coceira)– achado mais comum no aspecto clínico
  • As lesões podem ser focais, multi focais ou generalizadas.

A intensidade das lesões e sinais pode ser muito variável na dependência de cada paciente acometido. As manifestações tem um padrão mas nunca são iguais e podem ser confundidas com atopia, sarna demodécica, sarna sarcóptica, alergia alimentar.... Os sinais vão desde ausência de lesões até uma seborréia fortíssima com escamação amarelada severa, de odor igualmente forte passando por eritema de graus variáveis em virilha, períneo e axilas. As lesões expandem-se perifericamente, de forma gradativa, alcançando áreas anteriormente não afetadas.

Locais prediletos: porção ventral de pescoço e abdome, axilas, virilhas, região inguinal, face, ouvidos (face interna do pavilhão auricular), pés, extremidades das patas.
As lesões em gatos surgem de forma mais súbita mas de aspecto semelhante ao encontrado em cães e com menor freqüência. A hiperpigmentação também é menos freqüente em gatos.

Crostas e lignificação


Diagnóstico: 
Atualmente o método de escolha para o diagnóstico da malassezia é o citológico. Dentre os métodos de citologia mais utilizados estão o raspado, o swab e o imprinting para identificação da levedura. Para alguns especialistas, 3 ou 4 leveduras encontradas por campo, na microscopia por imersão a óleo, são consideradas significantes para o diagnóstico clínico.
O diagnóstico por cultura da levedura não é recomendado devido a dificuldade em interpretar resultados não quantitativos, já que este é um constituinte da microbiota normal da pele.
A biópsia também pode gerar um resultado falso negativo, à medida que a levedura pode estar ausente naquele fragmento já que a distribuição da levedura na pele não é homogênea.

Tratamento:
Convencional - Muitos antifúngicos, principalmente cetoconazol e itraconazol por via oral. Tais drogas interferem com os sistemas enzimáticos do fígado, causando uma sobrecarga tóxica à médio e longo prazo.
No tratamento local utilizam-se xampus a base de cetoconazol, miconazol e clorexidine. O tratamento é longo, de 6 – 16 semanas. As recidivas são comuns e é quando os tratamentos são repetidos, mais e mais vezes.

Homeopatia – utilizando o medicamento de fundo do animal, restabelecemos seu equilíbrio orgânico, sua imunidade é potencializada e a cura acontece de forma suave, profunda e contínua. Para isso você precisa da ajuda de um bom homeopata veterinário. Caso isso não seja possível você ainda pode utilizar compostos homeopáticos comerciais como o fator Pró Imune do Lab. Arenales http://bit.ly/PróImuneBI, ou ainda o Pró-Derma da linha Homeopet http://bit.ly/Pró-dermaBI

Fitoterapia – dentre os produtos mais utilizados e eficientes, estão o Repel neem concentrado http://bit.ly/RepelNeemConcentradoBI ou pronto http://bit.ly/RepelNeemProntoBI , o sabonete de melaleuca http://bit.ly/sabonete-melaleuca-andirobaBI e o sabonete de neem http://bit.ly/saboneteNeemBI. Alguns xampus com estes princípios podem ser utilizados  http://bit.ly/ShampoosBI e também alguns fitoterápicos e óleos essenciais podem ser agregados aos shampoos como o própolis verde não alcoólico Propomax http://bit.ly/propomax-BI extremamente eficientes quando o assunto é leveduras e fungos, assim como o óleo essencial de melaleuca http://bit.ly/OEmelaleucaBI (3 gotas em cada 100 ml do xampú). Sugerimos o Shampoo de Neem http://bit.ly/ShampooNeemSST onde você pode acrescentar 2% de própolis verde não alcóolico http://bit.ly/propomax-BI , o extrato de Aloe Vera http://bit.ly/ExtratoAloeVeraBI que também funciona como veículo para o própolis verde a 2% ou o óleo essencial de melaleuca http://bit.ly/OEmelaleucaBI (2 gotas em 100 ml do extrato) e ainda o uso interno do própolis verde como imunomodulador na forma de extrato aquoso não alcóolico http://bit.ly/propomax-BI .

              Probiótico

Nutracêuticos – pré e probióticos na forma pastosa http://migre.me/j1r2I ou em comprimidos http://migre.me/j1r72, vitaminas, minerais, enzimas, antioxidantes http://migre.me/j1r9t e outros podem ser utilizados como terapia coadjuvante, modulando a imunidade, melhorando a barreira epidérmica, diminuindo as infecções oportunistas e estabilizando os sistemas bioquímicos orgânicos como um todo.

Nutrição – com uma nutrição adequada a cada espécie, os resultados clínicos são mais promissores em qualquer afecção orgânica. Portanto, Alimentação Natural neles!!! Pode ser AN, com alimentos crus, ou comida cozida com cardápios equilibrados e adequados a fase fisiológica de cada paciente. Veja no site de nutrição natural da médica veterinária nutróloga Sylvia Angélico mais informações sobre os benefícios da alimentação natural para os nossos companheiros peludos www.cachorroverde.com.br e promova essa mudança pra retomar a vitalidade do seu pet e transformá-lo em um bicho integral!


Como eu trato

Trato o indivíduo, com homeopatia e o respaldo de suplementos nutracêuticos, boa nutrição, ênfase em bem estar, manejo adequado a espécie e muita, muita paciência!!!! Doenças crônicas como esta não requerem milagres nem mágicas e sim muito trabalho, colaboração e parceria, por longos períodos.

Namastê.
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Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.