quarta-feira, 18 de julho de 2012

ANSIEDADE POR SEPARAÇÃO EM CÃES


A Ansiedade por Separação (AS) é o conjunto de comportamentos indesejados exibidos por cães quando são deixados sós por seus cuidadores ou quando são afastados fisicamente deles.



A inserção dos cães no contexto familiar humano e a consequente humanização advinda do estreitamento desses laços costumam ser responsabilizadas por tais alterações comportamentais. À medida que o animal vive sua rotina organizada exclusivamente em torno da figura de vínculo do seu afeto que é normalmente seu cuidador preferido, desenvolvem-se sinais de desconforto e ansiedade como respostas ao estresse da separação. O comportamento de apego natural da espécie canina, como vínculo de coesão do grupo familiar, de caráter social e sadio, se transforma em um comportamento doentio, de dependência absoluta, gerando um conflito que o animal não consegue resolver sozinho.

Os sinais e sintomas mais comuns a esse distúrbio de comportamento são a vocalização excessiva (latidos, choros e uivos excessivos), destrutividade (roer, arranhar, destruir objetos da figura de vínculo como livros, móveis e roupas ou vias de acesso a esta figura como portas, paredes e janelas), micção e defecação em locais inapropriados (cama do cuidador, tapete, porta, sobre o chinelo), depressão (não comem nem bebem, dormem o dia todo) ou ainda podem apresentar sintomas físicos como salivação excessiva, tremores musculares, vômitos, diarreia, taquicardia, dificuldades respiratórias de graus e intensidades diferentes, assim como comportamentos compulsivos (automutilação - morder e lamber as patas e/ou objetos; coçar-se excessivamente; caçar moscas imaginárias, perseguição a própria cauda) e outras alterações menores.



Porque?
Ao tentarmos entender as prováveis causas para esse transtorno, alguns estudos identificaram possíveis correlações entre a apresentação dos sinais e os fatores relacionados ao ambiente (físico e social) e ao manejo desses animais. Em estudo feito por etólogos da Universidade Federal Fluminense (UFF) com cães de apartamento, observou-se que cães deixados rotineiramente sozinhos desenvolveram significativamente mais ansiedade por separação quando comparados àqueles deixados sozinhos em casa sem tanta frequência e que nos casos em que os cuidadores se esforçavam mais em não deixar os animais sozinhos era mais comum a incidência de ansiedade de separação. Fica claro nesse trabalho a correlação entre a incidência de ansiedade de separação ser maior em animais que não passeiam diariamente (73,7%) do que nos animais que passeiam diariamente (52,1%), assim como os que tem maior interação com seu donos demonstraram menor incidência de AS do que os que não tem interação mínima.

Alguns eventos, que podemos chamar de traumáticos, durante a vida de um cão jovem certamente podem aumentar a probabilidade do desenvolvimento de AS como a separação prematura da mãe e do convívio da ninhada (filhotes vendidos ou doados antes dos 70 dias), uma mudança brusca de ambiente sem um período de adaptação ou cuidados adaptativos básicos, uma mudança no estilo de vida do cuidador (férias e volta ao trabalho, início de uma carreira, morte, separação, novo casamento ou viagem de um membro da família, nascimento de um bebê na casa) que consequentemente modificam a rotina dos relacionamentos com o cão. Da mesma forma, uma experiência com hospedagem e adestramento também podem gerar resultados traumáticos que venham a predispor o cão ao distúrbio, quando não forem efetuados da maneira adequada. Ainda com relação a traumas, podem ocorrer alterações decorrentes de medo e episódios violentos na ausência do cuidador, como tempestades, explosões, brigas domésticas, assaltos, etc.



Como tratar?
Primeiro é importante saber que quanto mais antigo for o comportamento, mais difícil é o tratamento e que se a AS estando associada ao pânico, é ainda mais reservado o prognóstico de tratamento. Em animais idosos o comportamento deve ser investigado e diferenciado do Distúrbio Cognitivo Senil dos cães geriátricos.
O tratamento da AS é feito basicamente corrigindo-se o manejo do animal com o aumento da interação entre cuidador e cão, modificação das relações entre ambos, enriquecimento ambiental adequado, exercícios físicos diários, correção de estímulos que antecedem a saída do cuidador e o seu retorno, além da HOMEOPATIA nossa de cada dia, de cada caso, de cada indivíduo. Os florais podem ser uma boa forma de complementar o tratamento. Na loja virtual do Bicho Integral você encontra um da Bioflorais chamado Carência e Síndrome do Abandono http://bit.ly/Floral-carência-bandonoBI , também o Biofloral Ansiedade http://bit.ly/Floral-ansiedadeBI, e o Biofloral Estresse  http://bit.ly/Floral-estresseBI que podem auxiliar no tratamento.
A coparticipação do cuidador no processo de dessensibilização é essencial na recuperação do cão. É comum o cão ficar muito excitado na volta do cuidador a casa, com saudações e atitudes excessivas, além do normal, chegando a machucar e rasgar suas roupas. Nesse momento, a atitude do cuidador que deveria ser de correção, muitas vezes acaba estimulando e acentuando tal comportamento. Nesses casos, a melhor forma de agir é não gratificar com atenção ou petiscos nas partidas e chegadas pois essa gratificação parece aumentar a ansiedade de separação.  O cuidador deve evitar a interação enquanto o animal apresenta comportamentos ansiosos e gratificá-lo ou premiá-lo somente quando o estiver tranqüilo e calmo.
A necessidade de exercícios físicos na rotina do animal, melhorando a interação dele com o cuidador e com o entorno é especialmente desejada nesse protocolo de tratamento, assim como o gasto de energia próprio a cada fase de vida do animal.
Evitar e interromper comportamentos pré-estabelecidos, que antecedem a saída do cuidador, como maquiagem, perfume, trocar a água do bebedouro, dar ossinhos e outros, é importante para não predispor o comportamento de ansiedade. Muitas vezes somente alterar a ordem dos preparativos e em outras, fazer os preparativos mas não concluir a saída, são técnicas de diminuem o impacto da ação sobre a reação do animal.
O Enriquecimento Ambiental é outra ferramenta importante na correção desse comportamento pois possibilita que redirecionemos a atenção do bicho para algo que o entretenha e ocupe seu tempo! Se ele não tem nada pra fazer será muito mais fácil que fique ansioso e entediado. Prepare a diversão com antecedência, existem várias opções como busca ao alimento escondendo em locais de fácil acesso no início e depois aumentando o grau de dificuldade gradativamente, garrafas pets com pequenos buraquinhos por onde os petiscos http://bit.ly/petiscos-BI saem conforme são manipulados, brinquedos que podem ser recheados com petiscos como os kongs http://bit.ly/kongsBI , ossos e brinquedos mastigáveis http://bit.ly/petiscos-BI, brinquedos confeccionados com materiais reaproveitáveis que podem ser feitos por você pra que ele brinque, rasgue e se divirta. Veja esse vídeo que encontrei pra você se inspirar na confecção de "interesses brincantes" para o seu bicho http://bit.ly/fazendobrinquedosBI. Não esqueça de usar sempre petiscos naturais e saudáveis! Nada de salsichas e embutidos!


Procure um profissional que enfoque essas correções e que possa ajudá-lo nesse processo, aprenda com seus erros e transforme o seu cão num indivíduo equilibrado e saudável. Procure um veterinário homeopata ou que trabalhe com florais, ou com Medicina Tradicional Chinesa, com fitoterapia pois essas terapêuticas ajudam muito no processo de recuperação de distúrbios comportamentais. Aposte na Medicina Veterinária Complementar e Alternativa que não acarreta consequências agressivas ao organismo animal como os ansiolíticos tão preconizados pela medicina convencional. Vá de natural, vá de integral!

Informações complementares você encontra nesse excelente post do Mãe de Cachorro feito por educadoras caninas competentes.

Namastê.

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Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.