CÃES: Desenvolvimento fisiológico e social do filhote


Muitos cuidadores/tutores questionam se o comportamento do filhote está adequado a sua faixa etária e qual seria o melhor momento de fazer a doação do filhote. Vamos tentar entender isso?



Do nascimento aos 14 dias o filhote dorme praticamente todo o tempo, rasteja buscando o calor da mãe e a fonte de alimento (mama). Procura contato físico e a mãe necessita estimulá-lo através da lambida para que evacue.

De 2 a 3 semanas de vida abrem os olhos, surgem os primeiros dentes, já consegue
apoiar-se sobre as quatro patas, arrisca seus primeiros passos, já mama sentado e de pé, já toma líquidos lambendo-os, defeca sem o auxílio da mãe, inicia o reconhecimento dos irmãos.

Entre a terceira e a quarta semanas já enxerga, escuta e seu olfato já evoluiu. Já abana o rabinho e brinca com os irmãos. Inicia a ingestão de alimentos sólidos.



Da 5ª. Até a 7ª. Semana aumenta a curiosidade, sua visão do mundo se amplia, explora distâncias maiores, apresenta brincadeiras em grupo e os primeiros sinais de dominância ou não na hierarquia do grupo. Jogos sexuais são comuns nessa fase. A fêmea inicia o processo de desencorajar o apego excessivo do filhote, facilitando a exploração do entorno e a busca mais intensa do convívio com os irmãos.

Entre a sétima e oitava semanas já está com suas capacidades auditivas e visuais absolutamente desenvolvidas, sua área física de atuação se expande ainda mais, explorando e investigando o ambiente e objetos nele contidos. Assusta-se e recua com objetos em movimento, volumes e formas diferentes, ruídos desconhecidos, súbitos e fortes. Cuidado ao explorar e aproximar-se de pessoas, animais e objetos estranhos.

Da 9ª. até a 12ª. semana os comportamentos de dominância e subordinação ficam mais fáceis de identificar e apresentam habilidades motoras mais refinadas. Conseguem fixar atenção por curtos períodos.

Dos 90 aos 180 dias vocaliza ao brincar e expande seus horizontes na busca de novidades.

Qual a melhor fase pra retirar um filhote do convívio da ninhada pra introduzi-lo em um novo lar? Certamente depois da 7ª. semana quando suas capacidades cognitivas estão prontas a receber e processar estímulos externos de forma mais clara. Nessa fase, quando se estabelecem os vínculos de apego/desapego como uma relação de caráter social, sadia, natural e de coesão no grupo familiar, torna-se importante evitar excessos para que o cãozinho não crie vínculos de dependência absoluta que possam prejudicar o relacionamento sadio inter espécies num futuro bem próximo.



Nunca esqueçam que um cão deve agir como um cão e ser encarado como tal para que não vivencie conflitos humanos que não saberá resolver! A ansiedade por separação é uma das alterações comportamentais mais comuns nos dias de hoje e que traz muitos cuidadores aos consultórios na tentativa de resolver o conflito que eles próprios criaram em seus animais. Fique atento, não humanize! Ame com consciência e sem exageros. Corrigir estes distúrbios nem sempre é possível e sempre é trabalhoso.



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