quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Alternativas no Tratamento de Convulsões em Cães e Gatos



Convulsões em cães e gatos.
Existe diferença entre convulsão e epilepsia? Sim, convulsões são episódios isolados de descarga elétrica nos neurônios cerebrais, descontroladas e transitórias, com abalos musculares que podem ser tônicos (rigidez muscular), clônicos (que se repetem) e tônico clônicos (alternando musculatura rígida com relaxamento muscular). Alterações de consciência e abalos sensoriais são comuns nesses episódios, podendo estar acompanhados também de alterações viscerais momentâneas (salivação, micção, defecação). Já a epilepsia se caracteriza por convulsões repetidas, com alterações estruturais ou funcionais intracranianas mais complexas e que propiciam a repetição dos episódios com determinada frequência. A epilepsia verdadeira é hereditária e só pode ser comprovada por estudos de linhagem ou experimentalmente através de estudos em reprodução. A epilepsia adquirida pode ser resultado de traumatismos, intoxicações, distúrbios metabólicos ou processos inflamatórios e/ou neoplásicos (câncer). A busca do diagnóstico do tipo de epilepsia se dá através de exames clínicos, laboratoriais e de imagem.
Diferentes e variados sinais podem indicar um episódio de convulsão e dentre eles os mais comuns são olhar distante, perda de equilíbrio com ou sem queda, incoordenação motora, movimentos tônicos e/ou clônicos de membros, micção e/ou defecação involuntária, dilatação ou contração pupilar, movimentos mastigatórios de mandíbula ou mandíbula travada (trisma) e salivação intensa e viscosa. É em cima dessas características episódicas que o homeopata vai buscar a melhor medicação para cada caso em especial.

Porque os animais convulsionam?

As causas são muito variadas e dependem de fatores próprios ao indivíduo e ao meio onde vive.

Emocional: desequilíbrios emocionais dos mais variados podem acarretar episódios convulsivos – susto, pânico e estresse são alguns desses componentes que podem aumentar a descarga elétrica cerebral, ultrapassando o limiar de normalidade.

Infecções, intoxicações e alergias
 Intoxicações: Grande número de toxinas podem causar convulsões. As mais comuns são estricnina, metaldeído (encontrado em iscas para lesmas e caramujos), carbamatos ( venenos para ratos).

Trauma: Traumatismos podem produzir inflamações/irritações no tecido cerebral causando convulsões e tendências a convulsões.

Infecções
: episódios convulsivos podem surgir quando o animal tem febre decorrente de infecções variadas como meningites e encefalites e doenças bacterianas ou virais como tétano e cinomose por exemplo.

Alergia: Como consequência das reações alérgicas intensas pode-se observar alterações bioquímicas e fisiológicas que desencadeiem atividades convulsivas. Casos extremos de anafilaxia de surgimento súbito, podem inclusive colocar em risco a vida do paciente dependendo da agressividade do episódio.

Nutricional/metabólico: Certos ingredientes presentes em dietas comerciais podem desencadear episódios convulsivos ou mostrarem seus efeitos nocivos a medida que se acumulam no organismo, vindo a desencadear tais episódios. Corantes e flavorizantes são os principais responsáveis nesse contexto. Da mesma forma, deficiência de vitamina B1, deficiência de cálcio (hipocalcemia das eclampsias), uremias (insuficiência renal), hiperglicemia no paciente diabético, encefalopatia hepática (sintomas neurológicos por sobrecarga no fígado), hipoglicemia e outros podem servir de gatilho ou colaborarem para o surgimento ou manutenção de quadros convulsivos.

Vacinal: O estímulo gerado pela vacinação, em determinados organismos, pode causar convulsões. Embora as causas desses eventos ainda não estejam absolutamente claras, estima-se que fatores como toxicidade, sensibilidade, alergia e anafilaxia sejam responsáveis pelos episódios convulsivos pós vacinais. Alterações comportamentais como agressividade e respostas exageradas do sistema imune não são raras em períodos pós vacinais intensos (várias vacinas juntas no mesmo dia ou em intervalos curtos) ou mesmo isolados, variando caso a caso. Responsabilizar protocolos vacinais pelo desencadeamento de quadros convulsivos em animais ainda é motivo de muita polêmica no meio médico em geral e em especial entre médicos veterinários onde os protocolos vacinais são abusivos em quantidades de estímulos (número excessivo de vacinas aplicados no mesmo dia) e em intervalo entre doses. Uma avaliação mais profunda do clínico com relação ao primeiro episódio convulsivo no paciente em consulta, através de uma boa investigação de quando se iniciaram os episódios, muitas vezes nos leva a identificar tais episódios nas fases pós vacinais, por volta de 3 meses após os eventos vacinais o que faz com que o status de “epilepsia idiopática” passe a constar como “pós vacinal”. Este elevado e surpreendente número de casos que descobrimos após uma boa anamnese, acaba por desvendar os antigos casos de convulsões de causas “desconhecidas”. Alguns autores chegam a afirmar nunca terem visto episódios convulsivos em animais que nunca foram vacinados. Em homeopatia chamamos a isso de miasma vacinal que seria uma forma de manifestação gerada pela impregnação vacinal em episódios únicos ou repetitivos.

Estímulos externos: Fogos de artifício, ruídos repetitivos e intensos, sons de sirenes, campainhas, músicas altas, pisca-pisca ou lusco fusco das lâmpadas natalinas, ruídos de sprays com inseticidas e cicatrizantes, perfumes, odores de tintas e removedores.

Hereditariedade: Nessa classificação encontramos uma proporção em torno de 5 a 20% dos casos, segundo alguns autores, que não respondem a terapias e alterações de manejo e que correspondem a indivíduos descendentes de outros indivíduos que apresentam igualmente histórico de convulsões repetitivas. A esses casos chamamos de epilepsia. Nesses casos as respostas tanto ao tratamento homeopático quanto ao convencional não chegam a ser satisfatórias. Estes casos caracterizam-se por intervalos mínimos de 7-10 dias entre os episódios sendo que este padrão pode alterar-se aparentemente sem uma causa identificável e tornar-se mais frequente. Nestes casos aparentemente incuráveis, identificamos com frequência indivíduos das raças Pastor Alemão, Cocker Spaniel, Setter Irlandês e Golden Retriever com altas taxas de predisposição.

Outros: acidente vascular cerebral, insolações, insuficiência cardíaca er verminoses.

Cuidados durante o episódio:

Primeiramente, mantenha a calma! Há muito pouco o que fazer para ajudar durante o episódio convulsivo, mas podemos:

- Retirar obstáculos que possam machucar o animal

- Diminuir as luzes do ambiente e minimizar barulhos e ruídos deixando o ambiente o mais silencioso possível.

- Observar os detalhes do episódios para poder relatar ao homeopata com precisão. Se puder, filme. Baseado nas manifestações específicas do padrão de cada paciente ao convulsionar é que o homeopata pode encontrar o medicamento mais adequado para cada caso em especial.

...e NUNCA:

- em hipótese alguma, coloque seus dedos na boca do animal, pois ele não tem nenhum controle sobre suas ações e tampouco você o terá.

- dê nada para o animal beber durante o episódio, pois ele pode inalar o líquido e fazer uma pneumonia por aspiração.

Neste estado os animais estão mais sensíveis a quaisquer estímulos externos e isso pode desencadear novos episódios, intensificar e/ou prolongar o episódio atual.

Tratamento:

Homeopatia, acupuntura, fitoterapia e nutracêutica são as terapêuticas não convencionais de escolha para o tratamento de convulsões. Alguns autores estimam uma completa resolução dos casos de convulsões em 80% dos casos tratados dentro destas abordagens terapêuticas. Aparentemente estas terapias elevam o limiar de convulsões (limite a partir do qual as convulsões acontecem) em consequência de um novo equilíbrio orgânico alcançado com o auxílio das terapêuticas holísticas. Diversos testemunhos de veterinários homeopatas são unânimes em afirmar que quanto menor o tempo de medicação com drogas convencionais (barbitúricos, diazepínicos e derivados) tiver o paciente, melhores, mais rápidas e profundas serão as respostas aos tratamentos naturais.

  • Homeopatia – consulte um homeopata veterinário para que ele possa, além de examinar seu companheiro, coletar informações importantes sobre o episódio, como horário, freqüência, sintomas manifestos antes, durante e depois dos episódios e muitos outros detalhes que o levarão ao medicamento específico da convulsão do seu bicho!
  • Acupuntura – com a inserção de agulhas em pontos específicos do corpo do paciente pra provocar um suave movimento energético (Chi). Em sessões de 20 – 30 minutos por semana por algumas semanas e depois a cada 6-8 semanas para prevenir novos episódios. Alguns acupunturistas veterinários também utilizam fitoterapia chinesa como auxiliar no tratamento. Implantes de ouro tem sido muito usados também.
Alguns suplementos nutracêuticos importantes em casos de convulsões:
  • Ômega 3 – as gorduras no geral e esta em especial por sua ação anti-inflamatória e antioxidante auxiliam na diminuição da excitabilidade dos neurônios cerebrais, auxiliando na diminuição da freqüência e intensidade dos episódios.
  • Probiótico – como já disse em vários posts aqui, pré e probióticos são nutracêuticos essenciais quando queremos retomar o equilíbrio orgânico como um todo e incrementar a imunidade em especial.
  • Vitaminas A,E,C e B, especialmente B3 e B6.
  • Selênio, magnésio minerais importantes na estruturação tecidual.
  • Taurina
  • Dieta caseira hipoalergênica balanceada
  • Fitoterapia ocidental: valeriana, silimarina, gingko biloba entre outras
  • Ervas da medicina ayurveda como Ashwaganda
A intenção deste post é de mostrar aos cuidadores e tutores de animais de estimação que existem possibilidades terapêuticas muitos menos agressivas e frequentemente mais eficientes do que as abordagens convencionais onde as altas doses e combinações medicamentosas podem deixar o paciente menos interativo e mais sonolento diferente daquele amigo que você está acostumado. Além disso, os medicamentos anticonvulsivantes precisam de ajustes de dose freqüentes, o que possibilita a sobrecarga do fígado do paciente que é o órgão que sofre as maiores injúrias em função do uso continuado dessas drogas. Portanto, antes de iniciar um tratamento que pode levar a qualidade de vida do seu animal a patamares desesperadores, procure um profissional veterinário capacitado em áreas de medicina natural e experiencie novas formas de cuidar com qualidade, respeito e integralidade.
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Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.