domingo, 11 de maio de 2014

Vaccicheck – testando os anticorpos do seu cão!

Será que o meu cão precisa tomar vacina este ano?

Essa é uma pergunta que eu adoraria ouvir com freqüência em meu consultório, pois isso indicaria que os tutores e cuidadores estariam a par dos novos protocolos vacinais recentes, com intervalos entre vacinas bem mais flexíveis do que os de ANTIGAMENTE. Esse antigamente em letras maiúsculas é proposital, pra dar ênfase a que esses protocolos são antigos, devem cair no desuso e serem abolidos diante de tantas evidências científicas relacionadas à falta de necessidade dessas repetições ou reforços vacinais tão freqüentes e danosos.

                                             



A criação de protocolos vacinais com intervalos maiores do que 1 ano é capaz de causar grande controvérsia não só no meio médico como também entre os cuidadores e tutores de cães e gatos. A rotina vacinal anual estabelecida anteriormente a fim de proteger cães e gatos de doenças infecciosas que ameaçavam suas vidas sofre atualmente muitas críticas, advindas de grupos de estudo internacionais preocupados com a utilização abusiva desse segmento farmacêutico, por identificarem hoje uma grande quantidade de efeitos negativos causados pela supervacinação sobre a saúde dos pets http://migre.me/j90yP

Dessa forma, a titulação de anticorpos produzidos em vacinações anteriores ou em exposição natural ao vírus em questão, para identificar a necessidade de vacinas e os intervalos mais adequados entre elas, se faz cada vez mais necessária quando o assunto é “ Devo ou não vacinar meu bicho de novo esse ano?”

Para ajudar veterinários, tutores  e cuidadores  de cães nessa difícil tomada de decisão, chega ao mercado o Vaccicheck que é um teste sorológico desenvolvido para identificar e correlacionar títulos de anticorpos com imunidade. O teste importado disponível hoje no mercado brasileiro é capaz de avaliar a presença de anticorpos contra a cinomose canina (CDV), o parvovírus canino (CPV) e o adenovírus canino (CAV), que são as vacinas classificadas como essenciais. O resultado positivo indica que o paciente tem níveis protetores de anticorpos contra o vírus, ao passo que o resultado negativo indica que o paciente não tem níveis protetores de anticorpos contra as doenças em questão.



Segundo classificação internacional de vacinas em essenciais (core), não essenciais (non-core) e não recomendadas, que você pode acessar no site da Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA) http://migre.me/j8Zui, esse kit viabiliza a identificação da necessidade ou não de reforços vacinais no próprio consultório veterinário das vacinas recomendadas, exceto a raiva que é obrigatória por lei em todo o território nacional.  Então agora em vez de levar o peludo pra vacinar todos os anos, que tal fazer o teste junto com um bom check-up geral de saúde e decidir junto com seu veterinário se o seu bicho deve ou não ser vacinado?

Em que situações devo fazer o  Vaccicheck no meu cão?

  • ·         Para avaliar se um cão jovem respondeu adequadamente a série de vacinação inicial (geralmente 3 doses) e está protegido. No caso de não haver uma boa resposta ao estímulo vacinal pode-se chegar a conclusão da necessidade de nova dose.
  • ·         Determinar se um cão vacinado ainda apresenta anticorpos após o período determinado pelo veterinário para seu retorno para uma nova vacina.
  • ·         Determinar se o animal resgatado/adotado/herdado maior do que 4 meses tem ou não a necessidade de ser vacinado novamente.
  • ·         Verificar o estado de imunização de animais introduzidos em abrigos onde o risco de infecção é maior, permitindo separá-los em suscetíveis ou não.
  • ·         Controle e separação de animais susceptíveis em um surto em abrigo ou criatório.   
  • ·         Avaliar a necessidade de fazer reforço em animais  com reação adversa a vacinas anteriores.

Aproveitando mais um precioso fragmento de texto do site Cachorro Verde, vamos tentar entender  por que é importante titular anticorpos contra cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa canina e não contra todas as outras doenças para as quais existem vacinas:
·         “Coronavirose (presente na V6, V8 e V10) – causa uma infecção intestinal bastante branda em filhotes de cães de até 2 meses de vida e a vacina protege por 9 anos ou mais.
·         Leptospirose (presente na V8, V10 e na vacina que protege exclusivamente contra lepto) – se o cão corre risco de se infectar, deve receber a vacina anualmente ou mesmo semestralmente. Vacinas não-virais (e a lepto é causada por bactéria) protegem por até 1 ano.
·         Leishmaniose – se o cão corre risco de se infectar, deve receber a vacina anualmente. Vacinas não-virais (e a leish é causada por protozoário) protegem por até 1 ano.
·         Parainfluenza (presente na V6, V8 e V10) – infecção viral de bom prognóstico. A vacina protege por 9 anos ou mais.
·         Adenovirose tipo II (presente na V6, V8 e V10) – infecção viral em geral de bom prognóstico. A vacina protege por 9 anos ou mais.
·         “Tosse dos Canis” – se o cão corre risco de se infectar, deve receber a vacina anualmente. Vacinas não-virais (e a “tosse” pode ser causada por bactérias) protegem por até 1 ano.
·         Giardíase – é atualmente considerada não-recomendada pelos pesquisadores por sua baixa eficácia preventiva, pela curta duração de sua proteção e porque a doença tem tratamento e, em geral, bom prognóstico.
·         Raiva – embora exista no Brasil o serviço de titulação de anticorpos contra raiva e que haja estudos comprovando cientificamente que a vacina anti-rábica protege por no mínimo 3-5 anos, a nossa legislação exige o reforço anual contra essa doença."


Na dúvida se deve ou não vacinar seu peludo? Leia, estude e informe-se sobre o assunto. A Dra. Sylvia Angélico disponibilizou sua TCC em português explicando muitos pontos importantes sobre o assunto http://migre.me/j90p0  Aproveite!

Fontes: TEIXEIRA, M.ZULIAN. Fundamentação Imunológica da Teoria das Vacinoses. Revista de Homeopatia (Publicação Associação Paulista de Homeopatia) vol.68, no.1-2/2003, pág 29-46
PITCAIRN,R.H. A New Look at the vaccine Question. Disponível em http://www.drpitcairn.com/talks/looking_at_vaccines.html , acesso em : 02/03/2007b
HAMILTON, D. Vaccinations in Veterinary Medicine: Dogs and Cats. Disponível em: http://www.shirleys-wellness-cafe.com/petvacc2.htm#hamilton , acesso em 01/07/2007
LITTLE, D. The Prevention of Epidemic Diseases by Homeopathy. Disponível em: http:// www.simillimum.com/education/little-library/index.php , acesso em: 22/06/2007b

Quer saber mais ainda? Dê uma olhada nesse post do Cachorro Verde http://migre.me/j91ay


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.