terça-feira, 16 de setembro de 2014

Os “porquês” de nossos cães e gatos comerem mato!


É comum presenciarmos nossos peludos comendo as plantas do quintal, dos parques, das floreiras....que hábito é esse? É uma necessidade? É automedicação? É uma sabedoria? Instinto?




Os estudiosos do assunto dizem que é um pouco de cada uma dessas coisas, mas muitas explicações ainda não foram decifradas e as questões ao redor desse hábito persistem e geram grande curiosidade por parte de tutores e cuidadores de cães e gatos.

Os sistemas enzimáticos digestivos dos cães e gatos sofreram adaptações no decorrer de longo tempo de domesticação e alterações na oferta de alimentos, variando desde as presas caçadas por seus ancestrais lobos e felinos do deserto, passando pelos primórdios de sua domesticação, pelos restos alimentares dos primeiros contatos com seus futuros cuidadores humanos, entrando na era dos alimentos industrializados e agora retornando aos bons costumes alimentares com comida caseira balanceada. Durante todo esse processo de adaptação digestiva, fisiológica e de manejo, esses peludos sofreram uma pressão adaptativa que lhes proporcionou habilidades de sobrevivência dentre as quais a de selecionar e utilizar  plantas, raízes, solos e insetos com propriedades medicinais para tratamento e prevenção de doenças. Essa habilidade própria de cada espécie em especial recebeu o nome de Zoofarmacognosia. O termo quer dizer zoo = animal; fármaco = medicamento; gnosia = saber, e compreende uma capacidade de compreensão cognitiva de potenciais medicamentos em seu meio ambiente.  Este termo também tem sido aplicado na aromaterapia com animais, onde são os próprios pacientes que escolhem o aroma do óleo essencial a ser utilizado durante as sessões.  
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Desde tempos muito remotos o homem observa os animais buscarem a autocura na ingestão de plantas, insetos, raízes, sementes, flores, frutos, algas e solos no seu habitat natural e promoverem a melhoria de sua saúde de forma natural e simples, inclusive aprendendo muito sobre essas formas naturais de cura e as utilizando para a própria espécie humana. Os compostos medicinais secundários encontrados em tais materiais não oferecem valor alimentar na forma de proteínas, carboidratos e amidos e apresentam em grande parte das vezes um gosto amargo e pouco ou nada agradável e atrativo para um animal que se encontre saudável.



Explicar os porquês de um animal doméstico comer alguma gramínea, raíz ou componentes ambientais diversos como insetos e solos não é uma tarefa fácil e tampouco existe um consenso entre os estudiosos do assunto, mas vamos tentar entender essas possibilidades:

AUTOCURA

A primeira explicação, como já foi dito acima, esta diretamente ligada à capacidade cognitiva de identificar no ambiente, substâncias que possam manter a saúde ou ajustá-la de acordo com sintomas e sinais apresentados pelo individuo. É fácil observar, por exemplo, a necessidade de ingerir grama quando existe um desconforto gastrointestinal e logo depois ocorrer o vômito e observar-se uma evacuação com a planta ingerida, sem ser digerida, junto com vermes ou muco. Normalmente as plantas ingeridas em circunstâncias de desconforto ou doença, são diferentes das ingeridas em seu dia a dia quando o animal encontra-se bem.


PREVENÇÃO DE DOENÇAS

A ingestão de fibras aumenta o bolo fecal, retêm água nas fezes e as mantêm mais macias e fáceis de serem esvaziadas. Algumas raízes contêm prebióticos que auxiliam na manutenção da microbiota intestinal, com aumento das bactérias e leveduras do bem que auxiliam no processo digestivo, captação e absorção de nutrientes, melhorando a imunidade e a saúde como um todo. Algumas substâncias químicas amargas ou adstringentes em algumas gramíneas e ervas chamadas daninhas ou inços, como por exemplo, o dente de leão (Taraxacum officinalis), apesar de serem menos palatáveis, ajudam na manutenção da função digestiva saudável, tem ação vermífuga e auxiliam no controle das populações de vermes intestinais.  Alguns germinados e brotos também apresentam a capacidade de alcalinizar o ambiente do tubo digestivo e do organismo em geral, melhorando as funções orgânicas como um todo.

COMPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL
Alguns estudiosos relatam que a ingestão de gramas, insetos, solos e raízes pode ter um componente nutricional associado, na tentativa de complementar uma alimentação deficiente em um ou outro nutriente. Rações pobres em fibras são um exemplo.  A geofagia,  que é o hábito de ingerir terra, pedras e rochas, é sugerida por alguns estudiosos como uma ferramenta para manter ou ajustar o pH do intestino , atender às exigências nutricionais para traços minerais , satisfazer a necessidade de sódio e desintoxicar o organismo.

PRAZER QUE VIRA HÁBITO, QUE EXTRAI O LÚDICO
Isso mesmo, puro prazer e eles adoram pastar, escolhem sempre a mesma graminha do jardim ou do parque por onde passeiam, buscam sempre a mesma salada. Dessa busca nos quintais e parques ainda conseguem extrair o lúdico, jogar, fugindo do tédio e afastando o estresse. O sabor, a textura, o cheiro, tudo tem que agradar aos sentidos, aqui a busca não é por medicamento ou solução de desconforto, é puro prazer e descontração, é a SALADA PREDILETA! Nem todos tem esse hábito, é particular, pessoal, assim como outras preferências!



PROMOÇÃO DA SAÚDE - HORTA DO BICHO
Que tal promovermos a saúde em vez de tratarmos doenças?
Muitos de nós ainda vivemos em casas e muitos outros em apartamentos. Os animais de apartamentos e das casas sem áreas verdes sentem muito a ausência da terra, das gramíneas, dos aromas e gostos da natureza e a saúde que ela pode proporcionar a nós e aos nossos peludos, desde os banhos de sol sobre um gramado ou terra, até cavar um buraco, degustar uma planta, brincar com um inseto! Exercer a cachorrice e a gatice de cada um faz parte da promoção da saúde do bicho integral. Pra que seu bicho não fique sem a possibilidade de ter acesso a essa fatia de bem estar, promova essa possibilidade plantando você mesmo alguns verdinhos em vasos, floreiras, canteiros, garrafas pet e faça um self-service para que possam escolher suas preferidas. Dessa forma teremos certeza que além de utilizá-las para promover a saúde, não estaremos deixando-os consumirem algum tipo de pesticida utilizado em espaços públicos e jardins alheios!
Vamos preparar uma postagem especial sobre esse assunto com várias imagens e exemplos com plantas e suas utilidades, com alimentos funcionais e gramíneas, com germinados e brotos pra explorarmos melhor o poder das coisas da natureza e podermos compartilhar isso com nossos companheiros de quatro patas.

Namastê! 
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Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.