quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Um novo olhar sobre a vacinação de cães e gatos

Como vacinar meu cão

Estamos vacinando demais!

Já ouviu falar de protocolos vacinais mais enxutos? Essa é uma nova tendência mundial embasada em muitos estudos científicos que atestam que a imunidade gerada por vacinação efetuada na época certa, com vacina de alta qualidade e em um paciente imunologicamente competente pode determinar uma imunidade eficiente por períodos superiores à 3 anos e em muitos dos estudos provou-se que essa imunidade pode ser superior à 7 e até 9 anos. Isso significa que a revacinação anual pode, em muitos casos, ser absolutamente desnecessária na maioria dos casos!

E como eu sei quando devo vacinar meu cão e gato?

Primeiramente escolha um veterinário atualizado com as modernas pesquisas e que seja capaz de montar um protocolo individualizado para o seu BICHO levando em consideração o estilo de vida, a idade, a competência imunológica dele, o local onde vive e as condições de manejo e higiene. Competência imunológica está diretamente ligada à qualidade de vida, alimentação de qualidade (preferencialmente natural e balanceada) e moderação na utilização de substâncias potencialmente comprometedoras do status imunológico como corantes e conservantes alimentares, químicas utilizadas no dia a dia da casa, no controle parasitário feito com substâncias potencialmente tóxicas disfarçadas de inócuas, na limpeza do ambiente com quantidades absurdas de químicas , nos produtos para banhos disfarçados de naturais. Tudo deve ser considerado e amenizado quando o intuito é estimular um bom funcionamento do sistema imunológico. 

Para auxiliar na escolha desses protocolos as vacinas são classificadas como essenciais, não essenciais e não recomendadas, sendo que essa classificação baseia-se primeiramente na importância ou gravidade clínica da doença em questão, na eficácia atribuída a ela e também na duração da imunidade conferida.

Quais são as vacinas realmente importantes?

Essenciais ou Core: todos os cães devem receber independente de localização, manejo ou qualquer outro fator, pois são de distribuição geográfica mundial e os cães correm risco de óbito, além de algumas apresentarem potencial zoonótico, ou seja, podem ser transmitidas aos humanos. São elas a cinomose, parvovirose, hepatite, raiva e dependendo da região onde vive o cão, a de Leishmaniose também. 

As demais estão classificadas como Não Essenciais e Não Recomendadas e se você quiser se aprofundar no assunto, leia essa excelente revisão bibliográfica : Novas diretrizes vacinais para cães – uma abordagem técnica e ética escrita pela Dra. Sylvia Angélico do site Cachorro Verde. Leia e mostre para o seu vet, o seu vizinho, o seu parente, pra todo mundo!

Para auxiliar os veterinários nesse processo de criar um protocolo vacinal especial para o seu peludo, existem hoje testes laboratoriais capazes de medir a quantidade de anticorpos vacinais específicos para cinomose, hepatite e parvovirose. Um teste que temos utilizado com segurança nessa titulação é o Vaccicheck, que você encontra disponível em alguns laboratórios e clínicas veterinárias Brasil afora e que você pode encontrar uma relação aqui. A vacina contra a raiva é obrigatória na legislação brasileira para uso anual e dessa forma deve ser aplicada anualmente, mas muitos estudos já evidenciaram uma imunidade contra a raiva de no mínimo 3 anos. A imunização contra Leishmaniose, por não ser viral, tem imunidade não duradoura e em áreas onde deve ser utilizada tem que ser repetida anualmente. 

Que cuidados tenho que ter ao vacinar meus bichos?


Vamos tentar enumerar alguns fatores que devem ser levados em conta antes de efetuar a vacinação:
  • Para ser vacinado o seu peludo, seja filhote, adulto ou velho, deve estar absolutamente são, bem nutrido, sem parasitas externos ou internos. Antes de efetuar a vacina deve ser desverminado e livre de parasitas como pulgas e carrapatos. Para isso você não precisa necessariamente envenená-lo com químicas fortes, leia sobre o assunto nesse texto do nosso blog: Controle Natural de Parasitas . Seja comedido com o uso de venenos disfarçados de seguros. Inseticidas químicos acumulam-se no organismo e envenenam sim!
  • Não vacine filhotes com menos de 60 dias de idade. Imunologicamente não são aptos a responder adequadamente ao estímulo imunológico que a vacina deveria gerar pois receberam imunidade passiva da mãe (anticorpos do colostro) e uma vacina precoce demais pode acabar com esse estoque e gerar uma janela imunológica de vulnerabilidade. 
  • Procure utilizar na primeira dose vacinal uma vacina V2, que contenha apenas os antígenos para cinomose e parvovirose. Muitas vacinas juntas (V8 e V10) são uma sobrecarga imunológica muito forte para os pequeninos! No Brasil temos a Nobivac Puppy que é encontrada com bastante dificuldade, pois a grande maioria dos veterinários não a utilizam. Busquem informações de profissionais veterinários que utilizam essa vacina através dos distribuidores mais próximos de você ligando lá e perguntando quais as clínicas veterinárias da sua região que compram deles. Essa vacina é ética e só pode ser comprada por veterinários!
  • Nunca dê mais de uma vacina no mesmo dia. Vejo muitas carteirinhas vacinais com 3 e até 4 vacinas diferentes aplicadas no mesmo dia. Essa sobrecarga de estímulos pode acarretar muitos distúrbios orgânicos, especialmente os imunológicos. Leia sobre vacinoses para entender melhor o assunto.
  • Nunca vacine um cão com febre, com câncer, com doença autoimune, durante processos alérgicos extenuantes, com diarreias, falta de apetite, vômitos... nossos bichos tem que estar sãos para que o estímulo imunológico tenha uma resposta adequada e possa realmente ser aproveitado de forma positiva
  • Vacine o seu bicho querido sempre com um veterinário e somente após um minucioso exame clínico!
Estude, pesquise, pergunte. Desconstrua paradigmas guiados pelos laboratórios farmacêuticos e interesses comerciais; reconstrua uma maneira de cuidar mais natural e livre de abusos e excessos, com respaldo científico!
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Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.