sábado, 11 de maio de 2019

O que é Enriquecimento Ambiental?


Uma técnica criada na década de 1920 com o objetivo de proporcionar mais qualidade de vida para animais mantidos em cativeiros (zoológicos, fazendas e laboratórios) e que ultimamente tem sido utilizada também para animais de companhia.

O Enriquecimento Ambiental (EA) entra em cena quando tornamos o local e a rotina do cão mais enriquecidos de estímulos físicos, mentais, sensoriais, alimentares e sociais, com o objetivo de estimular comportamentos típicos da espécie como caçar, farejar, forragear (buscar alimento), roer, cavar, se entocar, brincar e etc. Comportamentos esses que, quando expressos pelos animais liberam substâncias responsáveis pela sensação de felicidade, reduzindo o estresse, e promovendo um maior nível de bem-estar físico, mental e emocional. 

Podemos considerar que nossos cães também vivem numa espécie de cativeiro, pois passam suas vidas confinadas dentro das nossas casas, sendo controlados quase que inteiramente por nós. Sem falar da rotina de trabalho cada vez mais agitada dos centros urbanos, em que as pessoas chegam cada vez mais tarde em casa e os cães, por sua vez, têm passado cada vez mais tempo sozinhos. Este estilo de vida vem gerando cães frustrados, entediados e com o bem-estar comprometido. Desta forma, tanto os animais de zoológico quanto os animais de companhia que vivem em um ambiente restrito e pobre em estímulos, podem sofrer uma série de problemas de comportamento. 

Por exemplo, um cão que fica o dia inteiro dentro de um apartamento esperando o dono chegar, tende
a ficar entediado e frustrado, redirecionando toda sua energia para destruição de objetos, latidos em excesso, automutilação, dentre outros distúrbios de comportamento. No entanto se este cão tem uma rotina enriquecida e oportunidades para expressar comportamentos naturais tende a ficar mais calmo e equilibrado, e com o bem estar elevado. 

Para que o Enriquecimento Ambiental seja efetivo precisamos nos atentar para alguns critérios chave: 

1) Novidade: o ambiente precisa ser dinâmico, complexo e imprevisível, isto é, precisa ter estímulos novos continuamente. Exceto cães medrosos e inseguros, que é preferível um ambiente mais previsível e estável. 

2) Rotatividade: a fim de tornar as atividades viáveis a médio/longo prazo os estímulos/atividades devem passar por um revezamento, podendo assim, serem repetidos com um determinado intervalo mínimo de tempo; 

3) Rotina diária: as atividades devem ser inseridas na rotina do cão e do dono, isto é, devem ser
realizadas continuamente e a quantidade/intensidade deve estar diretamente relacionada às necessidades individuais de cada cão; 

4) Desafio: deve se aumentar gradualmente a dificuldade das atividades conforme a resposta individual de cada cão; 

5) Criatividade: a fim de cumprir com o critério da novidade e do desafio, a criação de novas ideias é imprescindível; 

6) Opções de escolha: é muito importante oferecer oportunidades de escolha para que o cão tenha mais controle sobre o próprio ambiente. 

E, para concluir, não poderia deixar de enfatizar a importância de supervisionar o cão durante as atividades de Enriquecimento Ambiental. Seja utilizando brinquedos comerciais ou feitos em casa com materiais recicláveis, é fundamental a supervisão para evitar qualquer tipo de acidente como por exemplo, a ingestão de objetos, ferimentos e brigas entre dois ou mais cães. 

Se vc gostou deste assunto, e quer saber como fazer tudo isto na prática, acompanhe o perfil @lorisdog no Instagram que tem várias ideias fáceis, baratas e práticas para você implementar com o seu cão! 

Vivian Lucy Katherina Krause é formada em Medicina Veterinária e criadora do perfil @Lorisdog no Instagram e do canal “Brinquedo Bom Pra Cachorro” no YouTube. 

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Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.