sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Como fazer a socialização de filhotes



Sabe aquele famoso ditado: “é melhor prevenir, do que remediar”? Ele vale e muito quando o assunto é comportamento canino, principalmente tratando-se de socialização de filhotes, a oportunidade mais importante para prevenção de problemas comportamentais que temos. Nesse texto, irei explicar como e por que isso acontece. 

Socializar um filhote é promover experiências positivas diversificadas, para que ele acostume com situações que serão comuns no seu dia-a-dia no futuro. 

Vamos citar o exemplo de uma criança, comparando à socialização dos cães. Imaginem que uma criança tenha vivido isolada dentro de casa, não fez amigos, não conheceu novos lugares, não teve experiências de vida, tendo contato somente com os pais. Com certeza, até a fase adulta ela desenvolverá sérios problemas emocionais e sociais. 

Para os nossos cães, não seria diferente. Cães que não foram socializados quando filhotes, são ansiosos, têm medo de determinadas coisas e situações novas, têm medo de pessoas desconhecidas e muitas vezes desenvolvem fobias. A falha na socialização explica a maioria dos problemas comportamentais que vemos por aí. 

Existe um período apropriado para propor essas experiências, chamado de período crítico, ou janela de socialização, que acontece das 3 semanas aos 3 meses, podendo se estender até os 4 meses de idade. Nessa fase o cérebro do filhote está neurologicamente mais apto ao aprendizado de novas experiências, por isso o filhote não sente tanto medo do desconhecido. 

O que dificulta esse processo, é que os períodos de socialização e vacinação coincidem, fazendo com que a grande maioria dos Médicos Veterinários proíbam qualquer tipo de interação com o filhote fora de casa. Porém, ao instituir um protocolo de vacinação adequado e individualizado para cada cãozinho, é possível criar situações seguras para socializá-lo dentro e fora de casa.


O seu protocolo de socialização deve incluir ruídos, carros, motos, skate, patins, eletrodomésticos, pessoas, cães, outros animais, ambientes diferentes, entre outros. Aqui vão alguns exemplos práticos e seguros para você socializar o seu filhote:

1) Leve seu cão à casa de amigos e familiares;
2) Convide amigos e vizinhos para conhecer o seu novo filhote;
3)Saia com o filhote no colo, em ambientes com bastante fluxo de pessoas e estímulos sonoros;


4)Visite cães sociáveis, saudáveis e vacinados, e convide-os para irem à sua casa;
5)Acostume-o com os aparelhos domésticos: secador, liquidificador, aspirador, lavadora;
6)Sons de chuvas e trovões;
7)Barulhos altos e estridentes;
8)Visite o consultório veterinário fora dos dias de vacinação.

Situações não seguras para socialização de filhotes:

1) Levar à parques para cães, praias, pet shop e hospitais veterinários;

2) Colocá-lo no chão da rua;

3) Ter contato com cães de histórico desconhecido, reativos, doentes e não vacinados.

É importante lembrar que todas essas experiências devem ser positivas e interrompidas ou fracionadas, caso ele demonstre sinais de desconforto. Quanto mais você o expuser a uma variedade de pessoas, animais, estímulos auditivos, olfativos e visuais, mais bem socializado ele será, e com isso mais seguro, calmo e confiante quando adulto.



Para saber mais sobre socialização e educação positiva de filhotes, sigam o perfil @caognitivo no Instagram.

Carolina Beselga é Médica Veterinária Comportamentalista, realizando atendimentos comportamentais em domicílio e clínicas veterinárias, e fundadora da empresa de Educação Canina-Cãognitivo.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.