quarta-feira, 20 de março de 2019

Caldo de Ossos para cães e gatos


Nas culturas ancestrais toda a presa caçada ou criada para consumo humano era aproveitada, do nariz ao rabo: o sangue, a pele, tendões e cartilagens, vísceras, glândulas e claro, a carne! Com a ingesta de tantos tecidos de composições diferentes determinou-se um equilibrado aporte nutricional com toda a gama de aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas e outros nutrientes dispersos nessa variedade de tecidos. O caldo de ossos desde sempre foi utilizado nas mais diversas culturas para aproveitar a extração da medula dos ossos longos.
Além dos abundantes minerais, encontramos 17 aminoácidos diferentes que dissolvem-se no caldo na forma de proteínas, colágeno e gelatina.



E afinal, que nutrientes podemos tirar do caldo de ossos e para que servem?
Colágeno é o principal componente de tecidos conjuntivos como pele, ossos, tendões, cartilagens e ligamentos e sua principal ação é dar sustentação à estrutura corpórea, além de propiciar a regulação e o desenvolvimento tecidual
A Gelatina se forma com o cozimento desses tecidos dando consistência gelatinosa ao caldo depois de frio. A presença de gelatina no intestino também atrai fluido para o intestino, fortalecendo a camada de muco, melhorando a motilidade intestinal e apoiando os movimentos intestinais saudáveis. Também auxilia na redução da inflamação e na melhoria da composição da microbiota intestinal.
Os Glicosaminoglicanos são as matérias primas para a formação da pele, ossos e cartilagens e portanto, se esses componentes estiverem ligados aos ossos no momento da confecção do caldo fornecerão a ele sulfatos de queratina, condroitina e ácido hialurônico  para a formação de uma estrutura corpórea estruturada.
A Glicina é um aminoácido que constitui mais de um terço do colágeno. Também atua como um neurotransmissor, ligando-se aos receptores de glicina presentes em todo o sistema nervoso e nos tecidos periféricos tornando-se extremamente importante na mediação das transmissões nervosas.
A prolina é um aminoácido que constitui cerca de 17% do colágeno e parece ter grande importância no metabolismo muscular
A Glutamina é o aminoácido mais abundante no sangue. É um dos poucos aminoácidos que pode atravessar diretamente a barreira hemato-encefálica . As células do epitélio intestinal e as células imunes ativadas consomem glutamina como parte da energia celular. Também ajuda a manter a integridade da mucosa intestinal e da barreira intestinal.
Medula óssea divide-se na vermelha onde são fabricadas as hemácias e células imunes (defesa orgânica)
Minerais advindos do tecido ósseo usado no caldo, como cálcio, cobre, ferro, magnésio, manganês, fósforo, potássio , sódio e zinco serão abundantes no caldo se pudermos adicionar acidez ao meio para facilitar a extração desses, por isso devemos adicionar um pouco de vinagre ao caldo durante o cozimento.
A Pele é importante na composição do caldo de ossos pois apresenta em sua composição colágenos queratina e GAGs (glicosaminoglicanos como condroitina e ácido hialuronico)
As altas concentrações de colágeno no caldo de ossos podem melhorar significativamente a elasticidade da pele e o seu teor de umidade , além de promover a regeneração de tecidos e facilitar a cura de feridas.
Glicina é importante na regulação do açúcar no sangue controlando a gliconeogênese, a produção de glicose no fígado, e tem sido sugerida para neutralizar alguns dos efeitos negativos do consumo dietético de frutose. Alta ingestão de proteína animal necessita de maior aporte de glicina para equilibrar a metionina da carne. A glicina também é importante para a síntese de hemoglobina e mioglobina, que transportam oxigênio por todo o sangue e tecido muscular, respectivamente . Também é um componente importante do ácido biliar, que é liberado para ajudar na digestão de gorduras no intestino delgado além de estimular a produção de ácido gástrico, essencial para a boa digestão dos alimentos.
Tanto o fósforo quanto o magnésio estão presentes no caldo ósseo mesmo que em quantidades modestas.
O caldo de osso é um alimento básico para a cura intestinal. A gelatina absorve água e fortalece a camada de muco, além de reduzir a inflamação, assim como a glicina,que também tem ação protetora da mucosa contra úlceras gástricas.

 RECEITA BÁSICA:
Ingredientes:
- 1 frango inteiro (ossos e carnes, sem vísceras) caipira ou orgânico (preferencialmente) e com metade da pele total ou sem pele
- 3-5 litros de agua
- 1 colher das de sopa de vinagre de maçã
  • Variações: peças inteiras de rã, coelho, codorna; ossos longos com carne de qualquer espécie animal
  • Em caso de sensibilidades alimentares, alergias e restrições no cardápio utilizar apenas a carne e ossos das proteínas sabidamente seguras


Modo de fazer:
Coloque todos os ingredientes em uma panela grande e leve ao fogo. Quando
levantar fervura abaixe o fogo no mínimo, mantenha a panela semi destampada por
12 - 24 horas em cozimento lento. Se no processo de fervura houver produção de
espuma, retire com espátula e despreze. Quando a carne desprender dos ossos
retire-a, mantendo apenas os ossos em cozimento.
Ao finalizar o cozimento coe o caldo e despreze os ossos. Espere esfriar e envase em
porções de 100 ml preferencialmente em frascos de vidro com tampa ou em forminhas
de gelo.
Tempo máximo de congelamento de 3 meses

Quantidades à oferecer:
• 50ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte miniatura e gatos
• 100ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte pequeno e gatos
• 150ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte médio
• 250ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte grande
• 300ml por vez, 2-4 vezes ao dia, para cães de porte gigante
fonte: www.cachorroverde.com.br


O caldo pode ser oferecido :
  • ·        em regime de exclusividade por até 3 dias em casos de necessidade de jejum, dieta baixo resíduo, recuperação de procedimentos cirúrgicos com envolvimento digestivo, pacientes com dificuldades em alimentar-se, convalescentes, pacientes terminais
  • ·         Intercalado entre as refeições como petisco, complemento nutricional ou como refeição adicional no caso de evitarmos vômitos biliosos matutinos por jejum prolongado
  • ·         com as refeições com intuito de aumentar a ingesta líquida, como auxiliar na digestão e como palatabilizante da dieta
  • ·         como petisco em dietas para perda de peso, baixo resíduo ou dietas restritivas


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Sete vantagens do Uso da Homeopatia em Veterinária:

1. Não requer experimentação cruenta em animais.

2. Não utiliza drogas de elaboração industrial, artificial, tóxicas e/ou contaminantes.

3. Pode prescindir de vacinas ou outros meios artificiais para a prevenção das chamadas enfermidades contagiosas evitando assim, muitas vezes, sérios efeitos colaterais negativos.

4. Promove de forma terapêutica e favorece ideologicamente mudanças de atitude vital, tanto dos pacientes quanto dos terapeutas e cuidadores, ajudando na construção de um mundo melhor.

5. Custo baixo!

6. Trata surtos epidêmicos em populações tanto de forma profilática quanto terapêutica.

7. Ao reequilibrar a energia vital do enfermo atua sobre o organismo como um todo (holos) melhorando não só os sintomas físicos como também os mentais, melhorando as relações com o ambiente, os sofrimentos, os medos, etc.